A Justiça Federal determinou o bloqueio e o sequestro de até R$ 412,5 milhões em bens e ativos financeiros de investigados por envolvimento com uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico transnacional de drogas e na lavagem de dinheiro.
A medida foi cumprida nesta quarta-feira, 16, durante a Operação Rota Araguaia II.
A ação foi coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), sob coordenação da Polícia Federal.
Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Águas Lindas de Goiás (GO). As ordens foram expedidas pela 2ª Vara Federal da Seção Judiciária do Tocantins.
Segundo a PF, o alvo da investigação é o núcleo responsável pelo suporte logístico e financeiro da organização criminosa.
Bloqueio milionário
Além das buscas, a Justiça determinou o sequestro e o bloqueio de bens e ativos financeiros até o limite de R$ 412,5 milhões.
De acordo com a Polícia Federal, a medida tem como objetivo descapitalizar a estrutura investigada e garantir eventual reparação dos danos relacionados às atividades ilícitas apuradas.
Os investigados poderão responder por organização criminosa transnacional, tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais.
Ação faz parte de operação nacional
A Rota Araguaia II integra a Operação Força Integrada IV, realizada simultaneamente pelas FICCOs em 19 estados.
Ao todo, a ofensiva nacional cumpre 173 mandados de busca e apreensão e 106 mandados de prisão, além de medidas de sequestro e restrição de bens.
As investigações abrangem crimes como tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e atuação de organizações criminosas violentas, além de outros delitos relacionados ao crime organizado.





