TCE alerta órgãos do TO para seca severa, calor e risco de incêndios nos próximos meses

TCE alerta órgãos do TO para seca severa, calor e risco de incêndios nos próximos meses
Foto: Divulgação

 

O Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE-TO) emitiu alertas preventivos a órgãos estaduais diante da previsão de um cenário climático mais severo nos próximos meses.

A preocupação envolve estiagem prolongada, ondas de calor, baixa umidade do ar e aumento do risco de incêndios florestais.

Os alertas foram emitidos pela conselheira Doris de Miranda Coutinho, titular da 5ª Relatoria, para a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) e a Agência Tocantinense de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (ATR).

A medida tem caráter preventivo. A intenção é que os órgãos adotem medidas antes do período considerado mais crítico, principalmente para evitar problemas no abastecimento de água, prejuízos à produção agropecuária e impactos maiores sobre populações vulneráveis.

Risco climático

Segundo as informações apresentadas pelo Tribunal, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmaram, em junho, o restabelecimento do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico Equatorial.

Para o Tocantins, o cenário apontado inclui a possibilidade de períodos prolongados de seca, temperaturas elevadas, umidade muito baixa e incêndios florestais de maior proporção.

Mais controle da água

Para a Semarh, o TCE recomendou o reforço do monitoramento das condições climáticas e dos recursos hídricos, além da divulgação dessas informações para municípios, órgãos públicos e população.

O Tribunal também orientou a elaboração de um plano integrado para reduzir os possíveis efeitos do El Niño, envolvendo as áreas de meio ambiente, recursos hídricos, agricultura e defesa civil.

Outra recomendação é a articulação com os comitês de bacias hidrográficas e o Conselho Estadual de Recursos Hídricos para definir medidas preventivas de gestão da água e proteção de mananciais considerados estratégicos.

Fiscalização de queimadas

Ao Naturatins, o alerta prevê uma atuação mais rigorosa na fiscalização do uso da água e na prevenção de queimadas e incêndios.

Entre as medidas recomendadas está a revisão preventiva das autorizações para captação de água, principalmente em regiões que costumam enfrentar períodos de escassez.

Em áreas consideradas críticas, o Tribunal admite a possibilidade de restringir ou suspender autorizações quando houver risco ao abastecimento da população ou ao equilíbrio ambiental.

O órgão também foi orientado a avaliar a restrição de queimadas controladas durante o período de maior risco, além de intensificar o combate a captações irregulares, barramentos sem autorização, desmatamentos ilegais e queimadas em áreas sensíveis.

O monitoramento de incêndios por imagens de satélite também deverá ser reforçado, em conjunto com o Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, brigadas municipais e voluntárias e órgãos federais.

Abastecimento

A ATR recebeu recomendações específicas para preparar os sistemas de abastecimento de água diante de uma possível estiagem severa.

A agência deverá fiscalizar se as empresas responsáveis pelos serviços mantêm atualizados os planos de emergência e contingência previstos no saneamento básico.

Também deverá acompanhar ações para identificar vazamentos, reduzir perdas nas redes e avaliar a segurança hídrica dos sistemas.

A análise deve considerar a quantidade de água disponível nos mananciais, a capacidade de armazenamento e o risco de desabastecimento.

Se a escassez se agravar, a ATR deverá avaliar, junto ao órgão responsável pela gestão dos recursos hídricos, medidas de contingência previstas na legislação, incluindo a possibilidade de racionamento.

A agência também deverá acompanhar as condições financeiras, técnicas e operacionais das concessionárias e enviar periodicamente ao Governo do Estado e à Defesa Civil informações sobre a situação dos sistemas e eventuais riscos de falta de água.

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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