Justiça aumenta pena de caminhoneiro que matou jovem no norte do TO enquanto dirigia bêbado e usava celular

Justiça aumenta pena de caminhoneiro que matou jovem no norte do TO enquanto dirigia bêbado e usava celular
Foto: Divulgação

 

A pena do caminhoneiro Adenizio da Silva Souza foi aumentada de 14 anos e 3 meses para 19 anos e 2 meses de prisão pela morte de Pollyane Ferreira dos Santos, de 24 anos.

A jovem morreu em janeiro de 2024, depois que a motocicleta que conduzia foi atingida por um caminhão bitrem na BR-153, em Araguaína, no norte do Tocantins.

Segundo o processo, Adenizio dirigia embriagado e manuseava o celular quando invadiu a pista contrária e atingiu a motocicleta.

A decisão que aumentou a pena foi tomada pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), após recurso apresentado pelo Ministério Público Estadual (MPTO). O julgamento ocorreu em 29 de julho.

Responsabilidade maior

Na avaliação do Tribunal, a condição de motorista profissional pesou contra Adenizio na revisão da pena.

Por ser habilitado para conduzir veículos de grande porte e estar ao volante de um caminhão bitrem, ele tinha um dever maior de cuidado e prudência.

O processo aponta que, além de estar sob efeito de álcool, o motorista utilizava o celular enquanto dirigia. Para a Justiça, a combinação dessas condutas tornou mais grave a forma como o crime foi cometido.

A morte de Pollyane, que tinha apenas 24 anos, também foi considerada uma consequência que agravou a avaliação da pena.

Pena por embriaguez

A condenação também inclui o crime de conduzir veículo com a capacidade psicomotora alterada pelo álcool. Nesse caso, a pena foi fixada em 7 meses e 23 dias de detenção.

O Tribunal aplicou uma agravante prevista no Código de Trânsito Brasileiro para situações em que o crime é cometido durante o exercício de uma profissão que exige cuidados especiais no transporte de passageiros ou cargas.

Defesa da vítima

Outro ponto analisado pelos desembargadores foi a versão apresentada pelo caminhoneiro durante o processo.

Adenizio admitiu ter consumido bebida alcoólica, mas afirmou que havia tomado apenas “dois dedos” de cachaça e negou que estivesse com a capacidade alterada.

Ele também tentou atribuir parte da responsabilidade pelo acidente à vítima. Para o Tribunal, a declaração caracterizou uma chamada “confissão qualificada” e teve impacto no novo cálculo da pena.

Condenação

Adenizio foi levado a julgamento pelo Tribunal do Júri em março e condenado por homicídio qualificado.

Os jurados reconheceram duas qualificadoras: o emprego de meio que resultou em perigo comum e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Além do homicídio, ele também foi condenado pelo crime de embriaguez ao volante. Com a decisão da Câmara Criminal do TJTO, a pena pelo homicídio passou de 14 anos e 3 meses para 19 anos e 2 meses de reclusão.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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