A Justiça Eleitoral fez, nessa quinta-feira, 13, uma nova totalização dos votos para vereador em Lizarda, na região leste do Tocantins.
O resultado alterou a composição da Câmara Municipal: dois parlamentares perderam as cadeiras e outros dois passam a ocupar as vagas.
A nova contagem aconteceu depois de uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) que cassou os Demonstrativos de Regularidade dos Atos Partidários (DRAPs) do PDT e do PL. O tribunal reconheceu fraude à cota de gênero nas duas chapas.
Além da cassação dos registros partidários, a decisão atingiu os candidatos ligados às legendas. Os diplomas foram cassados e Lusiane Nunes de Sousa, do PDT, e Rosimere Rocha Amaral, do PL, foram declaradas inelegíveis por oito anos.
Com a anulação dos votos recebidos pelas duas chapas, foi necessário refazer a distribuição das cadeiras da Câmara.
Mudança nas cadeiras
De acordo com os dados do sistema de apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a retotalização retirou os mandatos de Fábio Diamantino e Rubens Bezerra, ambos eleitos pelo PDT.
As duas vagas passam a ser ocupadas por Orlando Batista, do União, e Murzani Rozeno Carvalho, do Solidariedade.
A mudança ainda pode ser revertida. A defesa informou que recorreu ao TSE contra a decisão do TRE-TO e sustenta que uma votação baixa ou uma campanha de pouca expressão, isoladamente, não é suficiente para caracterizar uma candidatura fictícia.
Os advogados aguardam o julgamento do recurso e tentam recuperar os mandatos.
Nova composição
Com a retotalização, a Câmara de Lizarda passa a ter a seguinte composição, conforme os dados do TSE:
- Rube Pugas (Solidariedade) – 231 votos
- Marizan (União) – 230 votos
- Railon Rodrigues (União) – 220 votos
- Mayanna Barros (União) – 202 votos
- Raimundo (União) – 200 votos
- Cléssio Torres (União) – 195 votos
- Phablo Torres (Solidariedade) – 195 votos
- Orlando (União) – 145 votos
- Murzani (Solidariedade) – 68 votos




