Justiça determina afastamento de policiais penais investigados por esquema criminoso em Araguatins

Foto: Marcelo de Deus - Dicom MPTO

A Justiça determinou o afastamento de dois policiais penais que trabalhavam na Unidade Prisional de Araguatins, na região do Bico do Papagaio. A medida foi tomada após um pedido do Ministério Público do Tocantins (MPTO).

Os servidores são investigados por uma possível ligação com integrantes de um grupo suspeito de aplicar golpes pela internet e lavar dinheiro.

Com a decisão, os policiais penais não poderão exercer suas funções enquanto o caso estiver sendo apurado. Eles também ficam proibidos de entrar na unidade prisional de Araguatins, em outros presídios, delegacias e prédios ligados à Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) e à Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Os dois investigados não poderão manter contato com outras pessoas envolvidas no caso nem com testemunhas. A proibição vale para conversas presenciais, telefonemas, mensagens ou qualquer outro tipo de comunicação.

A Justiça também mandou bloquear as senhas e os acessos dos servidores aos sistemas e bancos de dados da Seciju e da SSP.

A Corregedoria-Geral do Sistema Penitenciário e a Seciju foram comunicadas para cumprir o afastamento e abrir os procedimentos administrativos necessários.

Caso os investigados desrespeitem alguma das medidas, a prisão preventiva poderá ser decretada.

Investigação encontrou transferências e movimentação de R$ 2,6 milhões

O caso faz parte da Operação Falsum Imperium, que investiga um grupo suspeito de aplicar fraudes digitais e movimentar dinheiro obtido de forma ilegal.

Segundo a investigação, Diego Freitas da Silva e Thalisson Igor dos Santos são apontados como líderes do grupo. Os dois estão presos preventivamente na Unidade Prisional de Araguatins.

A análise de dados eletrônicos e de informações bancárias teria mostrado uma relação próxima entre os policiais penais e os detentos investigados.

Um dos servidores afastados teria movimentado cerca de R$ 2,6 milhões nos últimos cinco anos. Para os investigadores, o valor não combina com a renda recebida por ele no cargo público.

Também foram encontradas transferências feitas pelo policial penal para a conta de um dos presos apontados como líder do esquema. O servidor teria confirmado que mantinha amizade com o detento.

O afastamento é uma medida preventiva e não significa que os policiais penais já foram condenados. A investigação continua para apurar a participação de cada pessoa no caso.

Foto de Barbara Hane
Barbara Hane
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