O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), firmou um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a Universidade Federal do Tocantins (UFT) e 13 prefeituras da região sul para recuperar áreas degradadas e proteger mananciais.
O ponto de partida da ação conjunta é o fortalecimento do Centro de Recuperação de Áreas Degradadas (Crad) de Gurupi, um dos principais polos de produção de mudas nativas do Cerrado tocantinense.
O termo foi assinado no campus da UFT em Gurupi e desenha um modelo de trabalho integrado sem a necessidade de repasse de verbas públicas entre os envolvidos.
A meta é somar capacidade técnica e operacional para acelerar a restauração ecológica e proteger os recursos hídricos regionais.
Pelo desenho do acordo, as responsabilidades foram divididas para garantir a sobrevivência das novas florestas:
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Semarh (Estado): Fica com a coordenação técnica geral e o fornecimento das mudas geradas no viveiro de Gurupi.
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Municípios: Devem mapear as áreas que mais precisam de socorro ambiental, coordenar os mutirões de plantio e cuidar da manutenção pós-plantio.
O secretário do Meio Ambiente, Marcello Lelis, lembrou que a estrutura de Gurupi faz parte de uma malha estratégica de viveiros públicos que inclui Palmas, Natividade e Araguatins.
“Cercar a nascente, replantar e cuidar nos primeiros anos é, literalmente, plantar água. Queremos que cada cidade use esse viveiro como parte de sua própria estrutura”, explicou.
Cidades integradas no projeto
A rede de proteção ambiental vai alcançar os territórios das seguintes cidades. Aliança do Tocantins, Alvorada, Cariri do Tocantins, Cristalândia, Crixás do Tocantins, Dueré, Formoso do Araguaia, Gurupi, Jaú do Tocantins, Lagoa da Confusão, Peixe, Pium e Santa Rita do Tocantins.
A prefeita de Gurupi, Josi Nunes, defendeu a união institucional argumentando que nenhuma prefeitura consegue resolver problemas de impacto regional de forma isolada.
“É importante esse trabalho conjunto, porque ninguém consegue fazer nada sozinho. Com o apoio da Secretaria do Meio Ambiente do Estado e das universidades, que produzem conhecimento e inovação, conseguimos aprimorar nossas práticas e fortalecer as ações ambientais em nossos municípios”, destacou Nunes.
Na mesma linha, a diretora do campus da UFT, Niléia Cristina, ressaltou que o papel da academia será dar suporte científico e assumir a corresponsabilidade pela eficiência do viveiro, aproximando a pesquisa universitária das demandas urgentes do ecossistema local.
“Como diz o secretário Marcello, precisamos nos apropriar desse viveiro, mas também assumir a responsabilidade por ele. É um trabalho fundamental para garantir a produção de mudas, apoiar os municípios e fortalecer uma agenda ambiental cada vez mais necessária para a nossa sociedade”, afirmou.






