O Governo do Tocantins implantou no Hospital Geral de Palmas (HGP) o Ambulatório de Pré-Transplante Renal, um serviço inédito no estado que tem como objetivo ampliar e facilitar o acesso de pacientes renais crônicos ao transplante.
A medida também inclui a aprovação do fluxo de atendimento do serviço, formalizada por meio da Resolução da Comissão Intergestores Bipartite (CIB-TO) nº 080, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE).
O ambulatório está em funcionamento desde 4 de fevereiro de 2026. Com a aprovação do fluxo, os atendimentos foram oficializados e passam a ser conduzidos conforme as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Política Estadual de Transplantes do Tocantins, assegurando atendimento humanizado e organizado.
Fim das viagens para exames e avaliações
Atualmente, o Tocantins ainda não realiza a cirurgia de transplante renal em si. Por isso, pacientes com indicação para o procedimento são encaminhados, por meio do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), a centros especializados em outros estados.
Com a implantação do novo serviço no HGP, o cenário muda para a fase de preparação:
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Exames no próprio estado: Os usuários realizam em Palmas os exames e avaliações necessários para a habilitação ao procedimento.
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Menos deslocamento: Reduz a necessidade de viagens frequentes para outras unidades da federação.
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Agilidade na fila: Contribui para acelerar o ingresso dos pacientes na lista de espera, gerenciada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
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Base para o futuro: A iniciativa amplia os estudos técnicos voltados à futura implantação e habilitação do serviço de cirurgia de transplante renal dentro do próprio HGP.
“Estamos trabalhando para garantir que os tocantinenses recebam um atendimento cada vez mais eficiente, humanizado e próximo de suas famílias. A implantação desse ambulatório reduz barreiras e proporciona mais dignidade a quem aguarda por um transplante”, afirmou o governador Wanderlei Barbosa.
Cuidado especializado e acolhimento
A estruturação do serviço visa garantir um acompanhamento clínico mais qualificado, unindo equipes multidisciplinares para dar suporte aos pacientes.
A coordenadora da Central de Transplantes do Tocantins (Cetto), Tatiana Alves, celebrou a conquista.
“A criação do ambulatório representa um marco. Ele amplia a capacidade da rede estadual de transplantes, fortalece a integração entre as equipes envolvidas no cuidado e garante um acompanhamento mais próximo e seguro durante todo o processo de preparação.”
Como funciona o fluxo de atendimento
O médico nefrologista do ambulatório, Giordano Floripe Ginani, explicou que todas as etapas do estudo pré-transplante agora ficam centralizadas.
“O ambulatório passa a concentrar e coordenar as avaliações necessárias para a definição da elegibilidade dos pacientes. O objetivo é encurtar o caminho do paciente até o transplante e fortalecer a rede de apoio a esse paciente, que demanda cuidado contínuo”, ressaltou o médico.
No transplante renal, o órgão pode ser doado por uma pessoa viva compatível (geralmente um familiar) ou por um doador falecido, mediante autorização da família após o diagnóstico de morte encefálica.
Cenário dos transplantes de rim no Brasil
Dados do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) mostram o volume de procedimentos realizados no país nos últimos anos:
| Período | Transplantes de Rim no Brasil |
| 2024 | 6.325 procedimentos |
| 2025 | 6.702 procedimentos |
| 2026 (janeiro a 29 de maio) | 2.534 procedimentos |






