MPTO cobra prefeituras do interior após identificar gastos milionários e falhas no controle de combustível

MPTO cobra prefeituras do interior após identificar gastos milionários e falhas no controle de combustível
Foto: Divulgação

 

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) expediu recomendações urgentes às prefeituras de Arraias, Combinado, Novo Alegre e Conceição do Tocantins para regularizar a gestão de veículos oficiais e o controle de combustíveis.

As investigações da 2ª Promotoria de Justiça de Arraias apontaram falhas graves, como a ausência de diários de bordo e falta de identificação dos veículos que utilizam dinheiro público para abastecer.

O cenário mais crítico foi identificado em Arraias, onde foram realizados pagamentos superiores a R$ 2,9 milhões em combustível sem controle rigoroso, e em Combinado, com gastos de R$ 1,9 milhão sob as mesmas condições de fragilidade administrativa. 

Fim dos carros “anônimos”

O promotor Gustavo Schult Junior determinou que todos os veículos (próprios, cedidos ou terceirizados) recebam identificação visual obrigatória com o brasão e o nome do município.

A regra vale inclusive para carros de empresas contratadas, como os que fazem transporte de pacientes.

O MP também proibiu o uso de cores, símbolos ou imagens que associem os veículos a políticos específicos, reforçando o princípio da impessoalidade. As prefeituras têm 15 dias para entregar um levantamento completo da frota e 60 dias para comprovar a adesivagem dos carros.

Rigor no posto de gasolina

Para estancar o desperdício de recursos, as prefeituras devem implantar, em até 30 dias, um sistema formal de controle. Cada abastecimento precisará registrar.

  • Placa do veículo e quilometragem;

  • Nome do motorista e horário;

  • Volume exato de combustível abastecido.

A recomendação proíbe terminantemente o abastecimento de veículos particulares ou o fornecimento de gasolina a terceiros sem vínculo com o serviço público. Além disso, as secretarias municipais passarão a ter limites mensais de consumo.

Transporte de pacientes

O MPTO também orientou que os municípios parem com as “práticas informais” no transporte de moradores para consultas e perícias do INSS.

A orientação é que essas prefeituras criem leis municipais específicas para transformar esses transportes em benefícios eventuais oficiais, com previsão no orçamento, em vez de realizar os deslocamentos sem regulamentação clara.

Prazos e punições

Os gestores têm entre 30 e 60 dias para cumprir as medidas. Caso ignorem as recomendações, o Ministério Público poderá ajuizar Ações Civis Públicas e denunciar os prefeitos ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) por improbidade administrativa.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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