Palmas começa a usar armadilhas que contaminam mosquito com larvicida para eliminar focos de dengue

Prefeitura de Palmas começa a usar armadilhas que contaminam mosquito com larvicida para eliminar focos de dengue
Foto: Gabriela Letrari

 

A Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), iniciou nessa quarta-feira, 22, a implantação de uma tecnologia inovadora no combate às arboviroses.

As Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL) utilizam o próprio mosquito transmissor como agente de controle.

Ao pousar na armadilha, a fêmea se contamina com um larvicida e transporta o produto para outros focos de água, interrompendo o ciclo de vida do vetor.

Neste primeiro ciclo, a estratégia atenderá 13 áreas consideradas prioritárias, mapeadas de acordo com o risco de infestação. Entre os setores beneficiados estão o Jardim Aureny I, II, III e IV, Taquari, Santa Bárbara e Bertaville.

Como funciona a tecnologia

As estações são recipientes com água que atraem as fêmeas para a postura de ovos. A diferença para os métodos tradicionais é que o dispositivo possui um larvicida em pó.

Ao entrar em contato com o recipiente, o mosquito se contamina e, como tem o hábito de depositar ovos em vários locais diferentes, acaba levando o veneno para criadouros que os agentes de saúde muitas vezes não conseguem alcançar.

“É uma solução inteligente que aproveita o comportamento natural do vetor para ampliar o alcance das ações de forma autossustentável”, explica Renata Braga, analista em Saúde da Semus.

Reforço com inseticida de longa duração

Além das estações disseminadoras, a capital também passará a utilizar a Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI-Aedes).

A técnica consiste na aplicação de um inseticida de longa duração em paredes e áreas sombreadas dentro dos imóveis.

Ao pousar nessas superfícies tratadas, o mosquito morre. A previsão é que esta modalidade seja intensificada no segundo semestre, preparando a cidade para o período de chuvas, quando a proliferação do mosquito costuma aumentar.

Monitoramento estratégico

Para garantir a eficácia das novas ferramentas, a Semus capacitou os agentes de combate às endemias em parceria com o Ministério da Saúde.

O monitoramento também será reforçado com as chamadas “ovitrampas”, armadilhas que detectam precocemente a presença do vetor e permitem que a prefeitura direcione as equipes de limpeza e aplicação de veneno com maior precisão para as áreas críticas.

Confira as 13 regiões atendidas inicialmente

  • Jardim Aureny I, II, III e IV

  • Irmã Dulce

  • Lago Sul

  • Flamboyant e Nova Flamboyant

  • União Sul

  • Jardim Taquari

  • Bertaville

  • Jardim Aeroporto

  • Santa Bárbara

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
Compartilhe:
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Mais Notícias