Homem é denunciado pelo MP por estupro e cárcere de estudante dentro da UFT em Miracema

Homem é denunciado pelo MP por estuprar e manter estudante em cárcere dentro da UFT em Miracema
Foto: Reprodução

 

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) formalizou uma denúncia contra um homem acusado de cometer estupro e manter uma estudante em cárcere privado dentro da Universidade Federal do Tocantins (UFT), em Miracema.

O episódio que desencadeou a ação ocorreu na noite de 12 de março de 2026, logo após o fim das atividades acadêmicas.

Segundo a 1ª Promotoria de Justiça de Miracema, o agressor abordou a vítima no prédio administrativo da instituição por volta das 22h20. Ele teria trancado as saídas, impedindo que a estudante deixasse o local, e a submetido a violência sexual.

A investigação revelou que ambos tiveram um relacionamento de dois anos, marcado por comportamento possessivo do acusado, e que outro abuso teria ocorrido durante esse período.

Evidências e tipificação penal

O promotor de Justiça Rodrigo de Souza baseou a peça acusatória em laudos periciais e testemunhos que reforçam a autoria do crime.

Além da violência física, o denunciado teria enviado mensagens à vítima no momento em que ela registrava a ocorrência na delegacia.

O homem responderá por dois crimes de estupro (artigo 213 do Código Penal) e cárcere privado qualificado, com os agravantes previstos na Lei Maria da Penha.

Questionamentos sobre a segurança da UFT

O caso também gerou um alerta sobre as condições de vigilância no campus de Miracema. O Ministério Público identificou lacunas na segurança interna que podem ter facilitado a ação do agressor.

Diante disso, o MPTO exigiu que a diretoria da UFT preste esclarecimentos e adote medidas urgentes, tais como:

  • Revisão do controle de chaves e substituição de fechaduras;

  • Instalação de sistemas de monitoramento por câmeras;

  • Criação de normas rígidas de conduta para casos de violência;

  • Capacitação específica para as equipes de vigilância.

Suporte à estudante

Além da esfera criminal, o Ministério Público solicitou que a estudante receba acompanhamento psicossocial imediato pela rede de assistência pública, visando sua recuperação emocional após os traumas sofridos.

Agora, cabe ao Poder Judiciário decidir pelo recebimento da denúncia para que o processo penal tenha seguimento.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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