Justiça mantém contrato das UPAs em Palmas e entende que gestão não depende do Conselho nem é impedida por concurso

Justiça mantém contrato das UPAs em Palmas e decide que gestão não depende de concurso nem de aval do Conselho de Saúde
Foto: Divulgação

 

O juiz Valdemir Braga de Aquino Mendonça, da 2ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Palmas, negou o pedido de liminar que tentava suspender o contrato entre a Prefeitura de Palmas e a Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Itatiba.

Com a decisão, a gestão compartilhada das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul segue mantida.

O magistrado entendeu que a prefeitura cumpriu a Lei Federal nº 13.019/2014 ao adotar a dispensa de chamamento público, rito que possui respaldo tanto na legislação federal quanto na norma municipal.

A decisão judicial esclareceu dois pontos centrais levantados na ação popular:

  • Concurso da Saúde: O juiz pontuou que a existência de um concurso em vigência não impede a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) de optar por modelos de gestão compartilhada. Ele citou entendimento do STF que permite suprir demandas de profissionais via organizações da sociedade civil.

  • Conselho Municipal de Saúde (CMS): Sobre a falta de aprovação prévia do Conselho, o magistrado afirmou que a celebração de parcerias é um ato de gestão exclusivo do Poder Executivo. Segundo o juiz, dar poder de veto aos conselhos sobre contratos afrontaria o princípio da separação dos poderes.

Transparência e orçamento

Quanto aos questionamentos sobre o orçamento e a transparência, a Justiça considerou que a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 permite ajustes financeiros para o projeto.

Além disso, foi reconhecida a legalidade das publicações no Diário Oficial, respeitando os prazos estabelecidos para eventuais impugnações.

Início das atividades

O modelo de gestão compartilhada nas UPAs Norte e Sul teve início oficial nessa segunda-feira,13. Segundo a Semus, a parceria com a entidade filantrópica busca resolver problemas crônicos, como escalas incompletas de médicos e falta de insumos, além de implementar especialidades inéditas nas unidades, como ortopedia e pediatria.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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