Uma grande estrutura de extração ilegal de ouro foi desarticulada pela Polícia Militar Ambiental (BPMA) na quarta-feira, 8, na zona rural de Chapada da Natividade.
A ação, denominada Operação Amálgama, foi possível graças ao uso de geoprocessamento e monitoramento por satélite, que identificaram a atividade ilícita na Fazenda Lava Pés.
No local, os militares encontraram um sistema de decantação operando sem qualquer licenciamento. Com o apoio do 11° BPM, a área foi cercada e as atividades imediatamente paralisadas.
O que mais chamou a atenção das autoridades foi a quantidade de produtos químicos altamente perigosos utilizados no processo de separação do ouro. Foram apreendidos 43 kg de mercúrio e 525 kg de cianeto, configurando a maior apreensão dessas substâncias nos últimos anos no Tocantins.
O uso irregular desses componentes causa danos irreversíveis ao meio ambiente, contaminando o solo e os recursos hídricos da região sudeste.
Prisões e multas milionárias
A operação terminou com quatro pessoas detidas e encaminhadas à Central de Atendimento da Polícia Civil em Dianópolis. Além das implicações criminais, os responsáveis foram multados em um valor total de R$ 1,7 milhão.
O Tenente-Coronel Geraldo Magela, comandante do BPMA, destacou que a operação é um “duro golpe” contra a degradação ambiental. “A utilização de tecnologias de geoinformação tem sido fundamental para o sucesso das operações, permitindo que a corporação atue com precisão”.






