Entidade escolhida para gerir UPAs em Palmas tem 7 contas rejeitadas em SP, diz MP; órgão pede suspensão de contrato

Entidade escolhida para gerir UPAs em Palmas tem 7 contas rejeitadas em SP, diz MP; órgão pede suspensão de contrato
Foto: Divulgação Semus

 

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) se posicionou favorável à suspensão urgente da contratação de uma entidade privada para gerir as UPAs Norte e Sul de Palmas.

Na manifestação protocolada em uma Ação Popular, o órgão aponta indícios de irregularidades e pede que os atos administrativos sejam interrompidos.

A organização social escolhida, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, deveria assumir a administração das unidades na próxima segunda-feira, 13.

A contestação recai sobre a Portaria nº 766/2025 e o processo que autoriza o Termo de Colaboração. O contrato prevê um repasse anual de mais de R$ 139 milhões, podendo somar R$ 700 milhões em cinco anos um salto de até 800% nos custos em comparação a períodos anteriores, sem que houvesse previsão de ampliação proporcional nos serviços.

Contas rejeitadas e falta de transparência

Os promotores de Justiça Vinícius de Oliveira e Silva e Rodrigo Grisi Nunes destacaram que a entidade selecionada possui um histórico de sete contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas de São Paulo.

Além disso, o MPTO ressalta a ausência de um chamamento público regular e a falta de participação do Conselho Municipal de Saúde na decisão, etapa obrigatória para garantir o controle social no SUS.

O órgão também identificou problemas no planejamento e na transparência do processo. Segundo o Ministério Público, a gestão municipal apresentava a medida como se estivesse em fase de estudos, enquanto decisões já haviam sido tomadas e recursos na ordem de R$ 11 milhões já tinham sido empenhados antecipadamente.

Concurso público e continuidade dos serviços

Um dos pontos de maior sensibilidade levantados pelos promotores é a justificativa de “urgência” para a terceirização. O MPTO lembra que existe um concurso público vigente para a saúde em Palmas, com aprovados aguardando convocação e um extenso cadastro reserva.

A substituição da gestão direta pela organização social também acendeu um alerta sobre o risco na qualidade do atendimento e possíveis mudanças nas condições de trabalho dos profissionais.

O Ministério Público enfatiza que o pedido de liminar para suspender a assinatura do contrato não coloca em risco a assistência à população, visto que as UPAs já são operadas regularmente por servidores públicos municipais.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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