STF suspende disputa entre TO e GO por área de 12,9 mil hectares e dá prazo para análise da divisa

STF suspende disputa entre TO e GO por área de 12,9 mil hectares e dá prazo para análise da divisa
Foto: Divulgação

 

Um erro na identificação de rios que demarcam a fronteira entre Tocantins e Goiás levou o Supremo Tribunal Federal (STF) a intermediar uma conciliação nessa segunda-feira, 6.

Para resolver o impasse sobre a titularidade de 12,9 mil hectares, os dois estados concordaram em suspender o processo judicial até o dia 22 de junho.

Durante este intervalo, equipes de cartografia realizarão um levantamento técnico em conjunto para definir a linha divisória exata.

A medida assegura que, enquanto o estudo não é concluído, o atendimento à população local e a manutenção da infraestrutura não sejam interrompidos. A disputa foca em uma área ao norte de Cavalcante (GO) e na divisa com o território tocantinense.

O território em disputa não é apenas geográfico, mas também econômico e social. Nele está localizado o Complexo do Prata, um dos destinos turísticos mais cobiçados da Chapada dos Veadeiros, conhecido por suas inúmeras cachoeiras.

Além do turismo, a região é lar de comunidades Kalungas, que enfrentam insegurança jurídica sobre qual estado deve prover serviços básicos.

A ação foi movida originalmente pela Procuradoria-Geral de Goiás (PGE-GO) no final de 2025, apontando uma suposta ocupação irregular na área. A confusão cartográfica histórica gerou um vácuo administrativo que impacta diretamente a vida de quem trabalha e reside na localidade.

Representação dos estados na audiência

A audiência de conciliação mobilizou gestores e especialistas das duas unidades da federação. A comitiva do Tocantins foi liderada pelo Procurador-Geral Jax James Garcia Pontes, contando com o apoio técnico do Instituto de Terras do Estado do Tocantins (Itertins), da Secretaria dos Povos Originários e da gestão de Paranã.

Pelo lado goiano, participaram o Procurador-Geral Rafael Arruda Oliveira, técnicos do Instituto Mauro Borges e o prefeito de Cavalcante, Vilmar Kalunga.

O objetivo comum é encontrar uma solução técnica que encerre o conflito federativo iniciado pela falha na demarcação original.

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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