Filhas são indiciadas por matar a própria mãe por dinheiro e ocultar corpo em rio no interior do TO

Filhas são indiciadas por matar a própria mãe por dinheiro e ocultar corpo em rio no interior do TO
Foto: Divulgação/montagem

 

A Polícia Civil do Tocantins finalizou as investigações sobre o feminicídio de Deise Carmen de Oliveira Ribeiro, de 55 anos. A empresária e servidora pública foi morta em 26 de dezembro de 2025, na zona rural de Peixe.

Segundo o inquérito conduzido pela 94ª DP de Peixe e pela DEIC de Gurupi, o crime foi uma emboscada arquitetada pelas próprias filhas da vítima, motivada por disputas pelo controle do patrimônio e recursos financeiros da família.

O corpo de Deise foi encontrado apenas no dia 1º de janeiro de 2026, no Rio Santa Tereza, já em estado avançado de decomposição. A perícia confirmou que a causa da morte foi choque hipovolêmico, provocado por múltiplos golpes de arma branca (instrumento perfurocortante).

Premeditação e uso de tecnologia para despistar

As provas técnicas revelaram que o assassinato foi minuciosamente planejado. As investigadas chegaram a habilitar um celular em nome da mãe antes do crime para enviar mensagens a parentes, simulando que ela teria viajado por vontade própria.

O objetivo era atrasar a descoberta do homicídio e ganhar tempo para ocultar evidências.

Após matarem a mãe próximo à Vila Quixaba, as filhas lançaram o corpo no rio. O delegado responsável, João Paulo Sousa Ribeiro, detalhou a complexidade da apuração.

“A investigação demonstrou, de forma consistente, a premeditação e a atuação conjunta das investigadas, que utilizaram inclusive meios tecnológicos para tentar ocultar o crime e dificultar a ação policial. O trabalho técnico permitiu esclarecer a dinâmica dos fatos e reunir elementos robustos de autoria”.

Indiciamentos e prisões

Com a conclusão do caso, as responsabilidades foram divididas da seguinte forma:

  • Filha de 26 anos: Indiciada por feminicídio, ocultação de cadáver, apropriação indébita e supressão de documento.

  • Filha de 32 anos: Responderá por feminicídio, ocultação de cadáver, falsa identidade e supressão de documento.

  • Marido da vítima: Indiciado por supressão de documento, suspeito de apagar registros importantes após o crime.

As duas filhas, que já cumpriam prisão temporária, tiveram as prisões convertidas em preventivas pela Justiça e permanecem detidas. O processo segue agora para o Ministério Público, que decidirá sobre o oferecimento da denúncia criminal.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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