Após investigação, dupla é indiciada por atrair e matar homem a facadas por dívida de R$ 180 no interior do TO

Após investigação, dupla é indiciada por atrair e matar homem a facadas por dívida de R$ 180 no interior do TO
Foto: Divulgação PCTO

 

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 81ª Delegacia de Polícia de Ponte Alta, finalizou na manhã dessa segunda-feira, 23, as investigações sobre o assassinato de Railton Coelho Luz, conhecido popularmente como “Pipa”. O crime ocorreu em outubro de 2025 e resultou no indiciamento de dois homens, de 31 e 50 anos, pelo crime de homicídio duplamente qualificado.

Embora a linha inicial de investigação apontasse apenas um suspeito, o aprofundamento do trabalho policial revelou a participação de uma segunda pessoa. Segundo o apurado, o homicídio foi motivado por uma dívida de R$ 180 relacionada ao tráfico de entorpecentes.

O homem de 31 anos teria atuado como isca, atraindo Railton até sua residência. No local, o comparsa de 50 anos já aguardava a chegada da vítima. Assim que Railton atendeu ao chamado, foi surpreendido e atacado com diversos golpes de faca.

Falsa alegação de legítima defesa

Durante o processo investigativo, os suspeitos tentaram sustentar a versão de que o crime teria ocorrido em legítima defesa. No entanto, os elementos reunidos pela Polícia Civil desmentiram essa tese, comprovando que houve premeditação e uma ação coordenada entre a dupla para executar a vítima.

O delegado Roberto Assis, responsável pelo caso, ressaltou a importância da minúcia técnica para desvendar a estratégia dos autores.

“As investigações foram aprofundadas e permitiram esclarecer a dinâmica do homicídio, identificando a participação de dois envolvidos. A versão inicial apresentada não se confirmou, e os elementos colhidos indicam que houve uma ação premeditada, com a vítima sendo atraída ao local onde foi atacada. Com isso, foi possível concluir o inquérito e responsabilizar os autores pelo crime”, afirma.

Próximos passos judiciais

Com o encerramento das atividades da Polícia Civil, o inquérito será remetido ao Ministério Público para o oferecimento da denúncia. No momento, os dois indiciados respondem ao processo em liberdade, permanecendo à disposição do Poder Judiciário.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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