O prefeito de Colinas do Tocantins, Josemar Carlos Kasarin (UB), utilizou suas redes sociais na manhã desta quinta-feira, 12, para comentar a operação da Polícia Federal realizada em sua residência.
A ação, que cumpriu mandados de busca e apreensão, faz parte de uma investigação que apura a suposta formação de uma “milícia digital” voltada ao ataque contra adversários políticos no ambiente virtual.
Em sua declaração, o gestor negou qualquer envolvimento com práticas ilícitas e assegurou que a diligência não resultou na apreensão de materiais comprometedores.
Contexto político e pré-candidatura
A intervenção policial ocorre em um momento estratégico para Kasarin. O prefeito é pré-candidato a deputado estadual para as eleições de 2026. Para viabilizar sua disputa, ele deve renunciar ao comando da Prefeitura de Colinas no início de abril, respeitando o prazo de desincompatibilização estabelecido pela Justiça Eleitoral.
O avanço das investigações coincide com o período de intensificação das movimentações partidárias e pré-campanhas no estado.
Detalhes da investigação
O inquérito da Polícia Federal busca identificar se houve a montagem de uma estrutura organizada para a disseminação de ataques sistemáticos e campanhas de difamação contra opositores. Tais condutas podem ser tipificadas como crimes eleitorais e crimes contra a honra.
Até o fechamento desta edição, a Polícia Federal não forneceu detalhes específicos sobre o volume de materiais coletados ou o número total de pessoas sob investigação. O processo segue em segredo de Justiça.





