A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta terça-feira, 10, uma operação coordenada para cumprir seis mandados de prisão preventiva relacionados ao homicídio do empresário José Geraldo Oliveira Fonseca. O crime, que gerou grande repercussão, ocorreu em setembro de 2024. A ação mobilizou delegacias especializadas e forças de segurança de outros dois estados: Alagoas e Rio de Janeiro.
O trabalho investigativo contou com o suporte crucial da inteligência policial e da perícia papiloscópica, que conseguiu identificar fragmentos das digitais de um dos executores, permitindo o avanço do inquérito coordenado pela 66ª Delegacia de Miracema do Tocantins.
As diligências apontaram que a motivação do crime estaria ligada a uma disputa no setor de agronegócio. Em Miranorte, os policiais prenderam o suposto mandante, um empresário do ramo de produção de abacaxis, concorrente direto da vítima.
Segundo as investigações, além da rivalidade comercial, atritos de ordem pessoal teriam motivado o plano para a execução de José Geraldo.
Além das prisões, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços vinculados aos investigados, visando colher novas provas sobre a articulação do grupo.
Confronto e captura de intermediários
A operação estendeu-se até Maceió (AL), onde se escondiam dois homens apontados como os pistoleiros contratados para o serviço. Descritos como criminosos de alta periculosidade com histórico de ataques a autoridades e roubos a bancos, os suspeitos reagiram à abordagem policial.
No confronto com as equipes de elite da Polícia Civil de Alagoas, os dois executores foram baleados e morreram. Nenhum policial ficou ferido na ação.
Outros três indivíduos, acusados de intermediar a contratação dos atiradores, também foram alvos de mandados. Dois deles foram localizados em Miranorte e o terceiro foi capturado no Rio de Janeiro.
Provas financeiras e planejamento
O delegado Heliomar dos Santos Silva, à frente do caso, explicou que o grupo agiu de forma organizada e que o fluxo financeiro foi um dos caminhos para desvendar a autoria.“Nosso monitoramento indica que o pagamento pelo crime foi realizado de forma fracionada, em diversos depósitos nas contas dos executores. A ação de hoje dá uma resposta satisfatória à população de Miranorte, que ficou chocada com esse crime e que pedia por Justiça”.
As investigações continuam para detalhar a dinâmica completa dos pagamentos e verificar se houve a participação de outros colaboradores no esquema.
Relembre o caso
José Geraldo Oliveira Fonseca, de 39 anos, o “Geraldo do Abacaxi”, foi vítima de uma emboscada no dia 7 de setembro de 2024. Ele estava em uma pizzaria no centro de Miranorte quando dois homens armados invadiram o local e dispararam diversas vezes.
O crime foi registrado por câmeras de segurança e causou comoção no município, onde a vítima era uma figura pública e um produtor rural de destaque.






