A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, nesta quinta-feira, 30, a segunda fase da Operação Rollback, resultando na prisão de um homem de 47 anos na cidade de Canoas (RS).
O investigado, identificado pelas iniciais M.G., é apontado como peça estratégica de uma organização criminosa especializada na captura e comercialização de dados sigilosos obtidos por meio de invasões a sistemas institucionais de segurança pública.
A ação contou com o apoio do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC) do Rio Grande do Sul.
De acordo com as investigações conduzidas pela 6ª Deic de Paraíso do Tocantins, o suspeito era responsável pela operacionalização de uma das plataformas clandestinas utilizadas para ofertar as informações roubadas.
Enquanto a primeira fase da operação focou no responsável pela captura das credenciais (o “hacker”), esta nova etapa atinge o núcleo comercial do grupo.
O homem detido hoje gerenciava a infraestrutura digital que permitia a difusão e a venda dos dados para terceiros, sendo essencial para a sustentação financeira do esquema.
Desdobramentos e cooperação nacional
O delegado Antônio Onofre Oliveira da Silva Filho, responsável pelo caso, afirmou que a prisão demonstra que o grupo possuía uma engrenagem complexa voltada para a exploração econômica de informações sensíveis.
Na primeira fase, a polícia já havia identificado o uso de técnicas de phishing e servidores virtuais para acessar dados de pessoas e veículos em diversos estados. O material era vendido inclusive para facções criminosas, representando um grave risco à segurança institucional.
Continuidade das investigações
O investigado foi recolhido a uma unidade prisional no Rio Grande do Sul e permanece à disposição da Justiça do Tocantins. A Operação Rollback integra a estratégia nacional RENORCRIM, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que visa o enfrentamento ao crime organizado no ambiente virtual.
A Polícia Civil informou que as apurações continuam para identificar outros integrantes da rede e interromper definitivamente a comercialização ilegal de dados no país.






