Relatório do TCE aponta possível servidor fantasma que recebia como farmacêutico em hospital no interior do Tocantins

Relatório do TCE aponta possível servidor fantasma que recebia como farmacêutico em hospital no interior do Tocantins
Foto: Divulgação TCE/TO

 

A divulgação de um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCETO), nessa terça-feira, 3, trouxe à tona o caso de um suposto “servidor fantasma” no Hospital Municipal de Lagoa da Confusão. O documento indica que um indivíduo estaria ocupando a função de farmacêutico e recebendo proventos sem, de fato, comparecer ao trabalho. Diante do cenário, o Sindicato dos Farmacêuticos (Sindifato) manifestou-se cobrando transparência e punição aos envolvidos.

A investigação do TCE ressalta um detalhe crítico: o suposto profissional era desconhecido pelos demais servidores da unidade de saúde. O relatório sugere que a ausência física do farmacêutico no posto de trabalho não impediu a manutenção dos pagamentos salariais, o que motivou a intervenção do órgão de controle.

Implicações éticas e jurídicas

O Sindifato alerta que a prática de “servidor fantasma” gera consequências severas para todas as partes. O gestor público pode ser responsabilizado pela falta de fiscalização, enquanto o profissional que aceita a condição pode enfrentar sanções em múltiplas esferas:

  • Esfera Criminal e Cível: Improbidade administrativa e crime de falsidade ideológica (caso haja preenchimento fraudulento de folhas de ponto).

  • Esfera Profissional: Abertura de processo ético-disciplinar no Conselho Regional de Farmácia (CRF), com risco de cassação do registro profissional.

Medidas de controle e transparência

O sindicato manifestou apoio à decisão do conselheiro Manoel Pires, que determinou a instalação imediata de sistemas de ponto eletrônico no Hospital Municipal de Lagoa da Confusão como medida para coibir novas irregularidades.

Além do controle tecnológico, a entidade exige que o Ministério Público (MPTO) conduza uma investigação minuciosa.

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
Compartilhe:
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Mais Notícias