Após anos de tentativas, MPTO vai à Justiça contra Prefeitura de Crixás por irregularidades graves em unidade de saúde

Após anos de tentativas, MPTO vai à Justiça contra Prefeitura de Crixás por irregularidades graves em unidade de saúde
Foto: Prefeitura de Crixás do Tocantins

 

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP), com pedido de liminar, para que a Prefeitura de Crixás do Tocantins sane irregularidades estruturais, sanitárias e administrativas na Unidade Básica de Saúde da Família (UBS) local.

A medida, movida pela 6ª Promotoria de Justiça de Gurupi, fundamenta-se em vistorias que detectaram riscos à segurança de pacientes e servidores.

A decisão de recorrer ao Judiciário ocorreu após o esgotamento de tentativas de solução extrajudicial. Desde 2022, o MPTO monitora a unidade por meio de inquérito civil, tendo expedido recomendações e requisitado informações que não resultaram na resolução completa dos problemas.

O relatório técnico que embasa a ação descreve um cenário de precariedade na infraestrutura da UBS. Entre os pontos críticos destacados pela promotoria estão:

  • Problemas Edilícios: Presença de infiltrações, mofo e falta de banheiros adaptados para pessoas com deficiência;

  • Falhas de Higiene: Ausência de pias e insumos básicos (como sabão e papel toalha) para a lavagem das mãos;

  • Improviso no Atendimento: Utilização da recepção como sala de observação e falhas no funcionamento do Centro de Material Esterilizado (CME);

  • Gestão: Inexistência de um diretor técnico formalizado perante o Conselho Regional de Medicina (CRM).

A visão do Ministério Público

Para o promotor de Justiça Marcelo Lima, a persistência dessas falhas compromete a eficiência da rede pública, uma vez que a atenção básica deve oferecer o suporte mínimo para o acolhimento seguro da população.

Ele destaca ainda que a atenção básica é a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) e deve funcionar com estrutura mínima que garanta segurança, acessibilidade e qualidade no atendimento.

Recomendações e pedidos judiciais

Na peça enviada à Justiça, o MPTO solicita a fixação de prazos rigorosos para que o Município realize as adequações físicas necessárias, providencie equipamentos e insumos essenciais e formalize a direção técnica da unidade.

Além das reformas urgentes, o Ministério Público requer a condenação do ente municipal ao pagamento de indenização por dano moral coletivo, justificando que a continuidade das irregularidades gera um impacto negativo difuso em toda a comunidade que depende exclusivamente do serviço público de saúde.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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