Justiça suspende regra que eliminava candidatos do concurso da PMTO por uso de óculos ou lentes de contato

Justiça suspende regra que eliminava candidatos do concurso da PMTO por uso de óculos ou lentes de contato
Foto: Kari Shea por Pixabay/ Divulgação - montagem/ JusTocatins

 

A Justiça do Tocantins determinou que candidatos do concurso da Polícia Militar não podem ser eliminados apenas por usarem óculos ou lentes de contato. A decisão atinge a Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pela organização do certame, e garante que a correção visual não seja motivo de reprovação.

A medida foi tomada após uma Ação Civil Pública da Defensoria Pública do Estado. O órgão apontou que o edital exigia visão perfeita sem qualquer tipo de correção, o que excluía candidatos que enxergam normalmente com óculos ou lentes. Para a Justiça, essa exigência fere os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade.

O defensor público Marlon Costa Luz Amorim afirmou que a regra criava um obstáculo injusto ao acesso aos cargos públicos. Segundo ele, o edital acabava forçando candidatos a recorrerem a cirurgias refrativas, que são caras e nem sempre acessíveis. “A exigência editalícia acaba por impor, de forma indireta, a realização de cirurgia refrativa como única alternativa para permanência no certame”, destacou.

Visão corrigida não compromete função policial

Ao analisar o caso, o Judiciário entendeu que não há motivo técnico para exigir visão natural se a pessoa enxerga perfeitamente com correção. Para a Justiça, não ficou comprovado que o uso de óculos ou lentes prejudique o desempenho das funções de um policial militar.

Candidatos seguem no concurso 

Com a decisão, candidatos que apresentarem laudo médico comprovando visão adequada com correção não podem ser eliminados por esse motivo. A Justiça garantiu a participação desses concorrentes nas próximas etapas do concurso e proibiu reprovações baseadas nesse critério.

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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