A Fundação Municipal de Meio Ambiente (FMA) voltou a alertar os moradores da zona rural de Palmas sobre os riscos das queimadas em propriedades rurais. A prática, que ainda é utilizada por alguns produtores para limpar terrenos e renovar pastagens, provoca prejuízos ao meio ambiente, reduz a qualidade do solo e pode causar problemas para a saúde da população.
De acordo com a fundação, o fogo destrói áreas de vegetação nativa, ameaça a sobrevivência de animais silvestres e prejudica o equilíbrio da natureza. Os impactos não ficam restritos ao momento da queimada, já que a recuperação das áreas afetadas pode levar vários anos.
Os dados mais recentes reforçam a preocupação. O Relatório Anual do Fogo no Brasil, elaborado pelo MapBiomas, aponta que 12,7 milhões de hectares foram consumidos pelas queimadas em 2025. Entre os biomas mais atingidos está o Cerrado, predominante na região de Palmas.
Práticas sustentáveis são indicadas para evitar prejuízos
Além dos danos à vegetação, a FMA destaca que o fogo altera as características do solo, reduz sua fertilidade e diminui a capacidade de absorção da água da chuva. Esse processo favorece a erosão e, em situações mais graves, pode levar à degradação permanente da terra.
A fumaça também representa um problema para a população. Ela piora a qualidade do ar e aumenta os casos de doenças respiratórias, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde. Nas rodovias, a fumaça ainda reduz a visibilidade dos motoristas, aumentando o risco de acidentes.
Outro ponto destacado pela fundação é que as queimadas liberam grandes quantidades de gases de efeito estufa, contribuindo para o aumento das mudanças climáticas.
Como alternativa, a FMA recomenda que os produtores adotem práticas agrícolas mais sustentáveis, como o plantio direto com cobertura vegetal, o consórcio de culturas, a adubação verde, os sistemas integrados de produção e a preservação das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e das Reservas Legais.
Segundo o órgão, essas medidas ajudam a proteger o solo, conservar a biodiversidade, preservar os recursos naturais e garantir uma produção rural mais segura e sustentável, sem a necessidade do uso do fogo.





