Palmas registra salto de R$ 37,4 milhões na arrecadação em apenas quatro meses; veja o que impulsionou o aumento

Palmas registra salto de R$ 37,4 milhões na arrecadação em apenas quatro meses; veja o que impulsionou o aumento
Foto: Regiane Rocha

 

A Prefeitura de Palmas registrou um incremento de R$ 37,4 milhões na arrecadação de tributos próprios durante o primeiro quadrimestre de 2026, na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. Os dados constam no Relatório de Avaliação do Cumprimento da Meta Fiscal.

O desempenho positivo ocorreu sem que houvesse elevação nas alíquotas cobradas, mantendo a carga tributária sem alterações para o contribuinte da capital.

O avanço na arrecadação foi impulsionado pelo desempenho das três principais receitas tributárias de competência do município, puxadas por inovações tecnológicas e pela atualização do cadastro imobiliário urbano.

A evolução dos principais impostos municipais apresentou os seguintes resultados no período:

Imposto Sobre Serviços (ISS)

O tributo incidente sobre o setor de serviços registrou uma alta de 25,1%, saltando de R$ 97,2 milhões para R$ 121,7 milhões.

O crescimento decorre da expansão na base de empresas cadastradas e do processo de modernização das plataformas de emissão da nota fiscal eletrônica, o que reduziu os índices de informalidade na economia local.

Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU)

A arrecadação do imposto predial evoluiu de R$ 56,1 milhões para R$ 61,7 milhões, correspondendo a uma valorização de 10,1%.

O resultado é reflexo direto do programa GEOPalmas, um levantamento aerofotogramétrico que identificou e incorporou 2,29 milhões de metros quadrados de área construída que estavam fora da base de cálculo anterior, atualizando o cadastro de 21 mil imóveis.

Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI)

O imposto que incide sobre as transações de compra e venda de imóveis teve elevação de 4,2%, passando de R$ 13,7 milhões para R$ 14,3 milhões, acompanhando a movimentação do mercado imobiliário palmense.

Inovação na gestão e destinação das receitas

Para o secretário municipal da Fazenda e Transformação Digital, Fabiano Souza, o resultado tem uma explicação direta. “Não houve aumento de carga tributária. O crescimento da arrecadação veio do aumento da base tributária, de mudanças procedimentais e da inserção de tecnologia na gestão municipal. É a combinação desses fatores que está produzindo resultado”.

A equipe econômica da gestão municipal informou ainda que a maior parcela do superávit de arrecadação obtido nos primeiros quatro meses do ano foi canalizada para o reforço orçamentário das áreas de saúde pública e educação.

Reflexos para a Reforma Tributária

O incremento na arrecadação do ISS possui impacto estratégico de longo prazo para as finanças da capital.

Conforme as diretrizes estabelecidas pela Reforma Tributária, a participação de cada município no rateio do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) tributo que absorverá o ISS a partir do ano de 2033 será definida com base na média de arrecadação do ISS e da cota-parte do ICMS registrada entre os anos de 2019 e 2026.

Esse indicador médio vai fixar o percentual que caberá a Palmas na repartição do IBS por um período de 50 anos.

Diante dessa regra de transição, a eficiência na cobrança do tributo municipal nesta reta final de composição do índice assegura uma fatia maior de recursos para o orçamento do município nas próximas décadas.

 

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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