Com o intuito de desarticular um esquema de fraudes montado para conseguir créditos rurais de forma ilegal em um banco privado, a Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira, 9, a Operação Terra Falsa. A investida ocorreu no município de Almas, situado na região sudeste do estado.
Agentes federais saíram às ruas para cumprir três mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram expedidas pela 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Tocantins, sediada na capital.
De acordo com as apurações, o golpe contava com o apoio interno de um antigo colaborador da agência bancária.
Ele utilizava o seu acesso para alimentar o sistema da empresa com dados inverídicos, o que viabilizava a liberação indevida de montantes vultosos.
Bloqueio de bens e valores expressivos
Como parte das medidas cautelares pedidas na investigação, a Justiça Federal decretou o confisco e o congelamento do patrimônio de oito pessoas sob suspeita de envolvimento no esquema.
A restrição alcança propriedades rurais, imóveis na cidade, automóveis e investimentos bancários.
O cerco financeiro foi estipulado para cobrir os prejuízos estimados, limitando-se aos valores aproximados de R$ 141,7 milhões e US$ 400 mil.
Enquadramento penal dos suspeitos
Com o avanço do caso, os envolvidos na fraude financeira correm o risco de ser indiciados e processados por diferentes delitos penais, conforme o grau de participação de cada um nas ações criminosas.
Entre as tipificações apontadas pela PF estão o crime de associação criminosa, a ocultação de bens (lavagem de capitais) e a fraude para fins de obtenção de financiamentos.






