Justiça suspende terceirização das UPAs de Palmas e aponta “emergência fabricada” na contratação; entenda a decisão

Justiça suspende terceirização das UPAs de Palmas e aponta “emergência fabricada” na contratação; entenda a decisão
Foto: Divulgação

 

A Justiça do Tocantins suspendeu, nessa quarta-feira, 22, o contrato de terceirização das UPAs Norte e Sul de Palmas.

A decisão, assinada pela desembargadora Hélvia Túlia Sandes Pedreira, determina que a Prefeitura de Palmas retome a gestão direta das unidades em até 15 dias.

Caso descumpra o prazo, o município terá que pagar multa diária de R$ 20 mil.

A empresa Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, que gerenciava as UPAs desde março, deve devolver à Justiça todos os valores recebidos do município em um prazo de cinco dias.

Aumento de 800% nos custos

O principal motivo para a suspensão foi o salto drástico nos gastos públicos. Segundo o Tribunal de Justiça, o custo anual das unidades passaria de R$ 16,8 milhões para R$ 139,1 milhões um aumento de aproximadamente 800%.

A desembargadora destacou que a Prefeitura não comprovou melhorias na estrutura que justificassem o novo valor e classificou o cenário como uma “emergência fabricada”.

O município alegou falta de profissionais para terceirizar o serviço, mas a Justiça lembrou que há centenas de aprovados em concurso público aguardando convocação.

Irregularidades apontadas

A decisão acolheu ações movidas pelo Ministério Público (MPE) e pelo vereador Marcus Vinicius Camargo, listando uma série de falhas no processo:

  • Falta de transparência: Documentos essenciais só foram publicados após a assinatura do contrato.

  • Escolha prévia: Indícios de que a empresa já estava definida antes mesmo do processo começar.

  • Falta de aval: A mudança não foi aprovada pelo Conselho Municipal de Saúde, requisito obrigatório por lei.

  • Histórico da empresa: A Santa Casa de Itatiba possui sete processos de contas irregulares no Tribunal de Contas de São Paulo.

Veja o posicionamento da Prefeitura de Palmas 

A Prefeitura de Palmas informa que, até o momento, não foi oficialmente intimada da decisão judicial e destaca que toda decisão judicial prevê prazo legal para recurso, sendo que, no momento oportuno, adotará as medidas cabíveis.

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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