MPTO discute regulamentação e implementação do serviço de acolhimento em Família Acolhedora em Palmas

O Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora oferecerá inicialmente até 15 vagas para crianças e adolescentes, com a possibilidade de aumentar esse número conforme necessário

 

Na segunda-feira, 2, o Ministério Público do Tocantins (MPTO) realizou uma reunião para discutir o progresso na implementação do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora em Palmas. Este serviço foi criado para oferecer uma alternativa ao acolhimento institucional de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

A criação deste serviço é resultado do trabalho do MPTO. O promotor Sidney Fiore Júnior, que atua na área de Infância e Juventude, faz parte do Grupo de Trabalho encarregado de implementar o serviço. Ele acredita que Palmas pode servir de exemplo para outras cidades do estado. Atualmente, o serviço está disponível em 22 dos 139 municípios do Tocantins.

Durante a reunião, foram discutidos pontos importantes que ainda precisam ser regulamentados. O Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi estabelecido pela Lei n. 3.096/24, que entrou em vigor em julho deste ano. Em agosto, foi publicado um decreto criando o Grupo de Trabalho Intersetorial (GTI) para coordenar o desenvolvimento e a execução das ações relacionadas ao serviço em Palmas.

Composição do Grupo de Trabalho

O GTI inclui representantes da Secretaria Municipal de Políticas Sociais e Igualdade Racial, da Procuradoria-Geral do Município, do Juizado Especial da Infância e Juventude de Palmas, e dos Conselhos Municipal de Assistência Social e dos Direitos da Criança e do Adolescente. Esse grupo é responsável por garantir a implementação adequada do serviço.

Estrutura e Etapas Futuras

O Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora oferecerá inicialmente até 15 vagas para crianças e adolescentes, com a possibilidade de aumentar esse número conforme necessário. Famílias selecionadas e treinadas irão acolher temporariamente essas crianças. Uma equipe multidisciplinar irá acompanhar o processo para assegurar que tudo funcione conforme o planejado.

Ainda é necessário criar um decreto que defina o fluxo de atendimento e outros detalhes operacionais. O promotor Sidney Fiore se comprometeu a buscar exemplos de decretos bem-sucedidos de outras cidades para adaptar o modelo a Palmas. A previsão é que o serviço esteja plenamente operacional até maio de 2025.

Benefícios do Acolhimento Familiar

O acolhimento familiar oferece diversas vantagens em comparação ao acolhimento institucional. Ele permite um atendimento mais personalizado e a formação de vínculos afetivos mais estáveis. O objetivo é que o ambiente familiar ajude no desenvolvimento e na autonomia das crianças e adolescentes.

Medida Provisória

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o acolhimento familiar é uma medida provisória com duração máxima de 18 meses. É uma solução temporária que visa garantir a proteção e o bem-estar das crianças e adolescentes enquanto se busca uma solução mais permanente.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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