As ações de combate ao furto de energia elétrica no Tocantins recuperaram 1.218 megawatt-hora (MWh) apenas nos três primeiros meses de 2026.
Segundo a Energisa, esse volume de energia desviada seria suficiente para abastecer, por um mês, toda a cidade de Peixe, que possui mais de 5 mil unidades consumidoras.
Ao todo, foram identificadas 707 irregularidades no estado. O balanço aponta que 273 casos foram desvios diretos (os “gatos”) e 434 foram fraudes em medidores para adulterar o consumo real.
A capital concentra a maior parte das ocorrências, com 290 registros no primeiro trimestre. Para conter o avanço do crime, a concessionária intensificou a fiscalização:
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Inspeções: 5.177 vistorias técnicas realizadas;
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Operações policiais: 49 ações conjuntas com a Polícia Civil;
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Medidas legais: 18 prisões e 31 intimações em 2026, número superior ao mesmo período do ano passado.
Riscos e prejuízos à sociedade
O furto de energia não causa apenas prejuízo financeiro. De acordo com Renato Nunes, coordenador da Energisa, a prática sobrecarrega a rede e gera riscos graves. “Compromete a qualidade do fornecimento e pode provocar acidentes como choques elétricos e incêndios”, destaca.
Vale lembrar que o furto de energia é crime previsto no Código Penal, passível de prisão e obrigatoriedade de ressarcimento dos valores não pagos.
Como denunciar
A população pode ajudar no combate ao crime de forma anônima pelos seguintes canais:
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Call Center: 0800 721 3330
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Digital: Aplicativo Energisa On ou WhatsApp da Gisa
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Polícia: 190






