O Governo do Tocantins intensificou as ações de conscientização sobre segurança viária durante a campanha Maio Amarelo 2026, que este ano traz o tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”.
As atividades educativas, coordenadas pelo Detran-TO e pela Secretaria de Estado da Saúde (SES/TO), buscam alertar a população sobre como a imprudência ao volante gera acidentes evitáveis e superlotas as unidades de saúde.
Os traumas complexos decorrentes dessas colisões exigem tratamentos longos e equipes multiprofissionais, ocupando leitos hospitalares que poderiam acolher pacientes com outras enfermidades.
No estado, o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) já contabilizou 161 mortes no trânsito em 2026, após fechar o ano de 2025 com 665 óbitos.
Estatísticas de atendimento no HGP
O Hospital Geral de Palmas (HGP), principal referência em urgência e trauma no estado, realizou 1.155 atendimentos de vítimas de trânsito entre janeiro de 2025 e o dia 15 de maio de 2026.
Somente nos primeiros meses deste ano, foram 220 registros: 105 colisões de carros, 92 acidentes com motos, 14 com bicicletas e nove atropelamentos.
O balanço mostra uma mudança momentânea no perfil das ocorrências de 2026 em relação a 2025, ano em que o HGP atendeu 935 pessoas e teve as motocicletas como líderes disparadas do ranking, somando 566 casos, seguidas por 294 acidentes automobilísticos, 38 com bicicletas e 37 atropelamentos.
“Os acidentes de trânsito geram consequências graves para pacientes e familiares, bem como para o sistema de saúde. Muitos atendimentos envolvem vítimas politraumatizadas, que demandam cirurgias, internações e acompanhamento prolongado. A conscientização da população é fundamental para reduzirmos esses números e preservarmos vidas”, afirma o diretor-geral do HGP, Iatagan Barbosa.
“Quando a população adota atitudes mais responsáveis no trânsito, conseguimos reduzir o número de vítimas graves e também a sobrecarga hospitalar. A conscientização é uma responsabilidade coletiva e pode evitar que mais pessoas ocupem leitos por causas evitáveis”, ressalta o ortopedista e traumatologista da unidade, Simon Rezende.






