Piloto é preso em pista clandestina no sul do Tocantins com avião adulterado, arma e indícios de tráfico internacional de drogas

Piloto é preso em pista clandestina no sul do Tocantins com avião adulterado, arma e indícios de tráfico internacional de drogas
Foto: Divulgação

 

Uma operação conjunta entre a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) e a Polícia Militar do Tocantins resultou na prisão de um piloto de 43 anos nesse sábado, 21. A ação, que ocorreu na zona rural de Dueré, no sul do estado, teve como foco o combate ao tráfico internacional de drogas e ao porte ilegal de arma de fogo.

O flagrante aconteceu após o monitoramento de uma aeronave suspeita que tinha previsão de pouso em uma fazenda local. Equipes do Batalhão de Polícia de Choque e do Grupo de Operações com Cães localizaram um monomotor modelo Cessna 210 em uma pista clandestina.

De acordo com informações oficiais, o avião foi encontrado com os motores desligados e apresentava sinais de adulteração estrutural. O piloto foi localizado em um alojamento dentro da propriedade rural.

Um detalhe técnico reforçou o vínculo entre o suspeito e o monomotor: o aparelho celular do homem conectou-se automaticamente à rede de internet via satélite instalada na aeronave. Durante as buscas na cabine, auxiliadas pelo cão farejador K9 Alfa, os policiais encontraram uma garrucha calibre .380, munições e uma porção de maconha.

Itens apreendidos e rota estrangeira

Na mochila do piloto, os agentes da FICCO e da PM encontraram evidências que apontam para a transnacionalidade da rota. Entre os itens apreendidos estavam:

  • Porções de substância análoga à cocaína e folhas de coca;

  • Aparelho GPS com registros de trajetos internacionais;

  • Quantias em moeda estrangeira (dólares, bolívares e pesos colombianos);

  • Cartões bancários e diversos chips telefônicos.

Procedimentos judiciais

O suspeito, o material e a aeronave foram transportados para a sede da Polícia Federal em Palmas. Após os trâmites do flagrante, o piloto foi transferido para uma unidade prisional na capital, onde permanece à disposição da Justiça.

Ele deve responder por tráfico transnacional de drogas, porte ilegal de arma de fogo e atentado contra a segurança do transporte aéreo. A FICCO, responsável pela operação, integra as polícias Federal, Civil, Militar e Penal do Tocantins sob coordenação da Polícia Federal.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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