A 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC – Palmas) realizou, nesta sexta-feira, 20, uma operação para cumprir mandado de busca e apreensão contra um homem de 25 anos, identificado pelas iniciais L. V. S. S. O indivíduo é investigado pelo crime de extorsão decorrente de práticas de agiotagem.
Além das buscas na residência do suspeito, a Justiça determinou a aplicação de medidas cautelares para garantir a segurança da vítima.
O caso chegou ao conhecimento das autoridades após a vítima relatar um empréstimo de R$ 6 mil contratado em maio de 2025. Segundo a investigação, foram impostos juros superiores a 100%, o que dobrou o valor da dívida em apenas um mês.
Apesar de ter recebido efetivamente R$ 5.250,00 e já ter quitado R$ 7.400,00, a vítima continuou sendo alvo de cobranças abusivas.
Ameaças e monitoramento
Conforme o inquérito policial, as abordagens do investigado tornaram-se violentas quando os pagamentos não supriram as exigências do suposto agiota. O relato aponta que o homem ameaçava enviar cobradores à casa da vítima e subtrair bens móveis.
A situação se agravou quando o investigado passou a enviar fotos da residência da vítima, sugerindo que sua rotina e de seus familiares estavam sendo monitoradas. O suspeito teria estabelecido o fim de 2025 como prazo final para a quitação do montante exigido, alegando que, após essa data, os valores já pagos seriam desconsiderados do montante principal.
Proteção à vítima e atuação policial
Diante das provas apresentadas, como comprovantes de depósito e registros de conversas, a Polícia Civil representou pelas medidas cautelares. A Justiça proibiu o investigado de manter qualquer tipo de contato ou aproximação com a vítima, visando preservar sua integridade física e psicológica.
O delegado-chefe da 1ª DEIC, Wanderson Queiroz, reforçou que a intervenção foi necessária para frear a escalada de violência. “Os elementos reunidos ao longo da investigação demonstram a imposição de grave ameaça para obtenção de vantagem econômica indevida. A adoção das medidas cautelares é essencial para resguardar a vítima e assegurar o andamento regular das apurações”.
As investigações prosseguem para concluir o inquérito e apurar a extensão das atividades do investigado.






