Uma ação estratégica da 5ª Delegacia Regional de Paraíso do Tocantins resultou, nessa quarta-feira, 4, na prisão de um homem de 34 anos que estava foragido da Justiça há mais de uma década. Identificado pelas iniciais R.S.O., o indivíduo era procurado pela comarca de Miranorte devido a um crime de violência doméstica cometido em 2014.
A operação, coordenada pelo delegado regional Manoel Frota Neto, integra os esforços da Operação Mulher Segura, uma mobilização de âmbito nacional liderada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para o enfrentamento da violência de gênero.
O caso teve início quando o investigado agrediu sua então companheira, sendo preso em flagrante na época. No entanto, após ganhar o direito de responder em liberdade, ele rompeu o vínculo com a Justiça e desapareceu, o que inviabilizou o andamento do processo criminal por anos.
Em 2024, o Judiciário expediu um novo mandado de prisão preventiva. Através de um monitoramento detalhado das equipes de investigação, o paradeiro do homem foi finalmente rastreado até a zona rural de Miracema, onde a captura foi efetuada nesta manhã.
O delegado Manoel Frota Neto sublinhou que a passagem do tempo não diminui a gravidade do ato.“Esta é mais uma prisão de grande significado, pois trata-se de um homem foragido há muito tempo pelo crime de violência doméstica. Estamos atuando firmemente para coibir, erradicar e prender todas as pessoas investigadas por violência contra a mulher em Paraíso e em todo o Tocantins”.
Encaminhamento ao sistema prisional
Após a prisão na área rural, o homem foi apresentado na 10ª Central de Atendimento da Polícia Civil, em Miracema. Concluídos os trâmites documentais, ele foi transferido para a Cadeia Pública da cidade, onde ficará recolhido e à disposição do Poder Judiciário para responder pelo crime de lesão corporal.
Operação Mulher Segura 2026
A iniciativa faz parte de um esforço conjunto entre forças estaduais e federais para garantir que crimes contra a mulher recebam uma resposta célere e qualificada. A operação foca não apenas no cumprimento de mandados de prisão, mas também na fiscalização de medidas protetivas e no fortalecimento das redes de apoio que protegem as vítimas em todo o território brasileiro.






