Morre em Brasília o ex-presidente do STJ Felix Fischer, magistrado que julgou mais de 115 mil processos

Morre em Brasília o ex-presidente do STJ Felix Fischer, magistrado que julgou mais de 115 mil processos
Foto: Sergio Amaral

 

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou, por meio de nota de pesar, o falecimento do ministro aposentado Felix Fischer, ocorrido nesta quarta-feira, 25, em Brasília. O magistrado estava internado no Hospital Sírio-Libanês para cuidados médicos.

O tribunal informou que o velório será realizado na sede da Corte nesta quinta-feira, 26, a partir das 9h30. O sepultamento está agendado para as 14h30, no Cemitério Campo da Esperança, no Distrito Federal.

Nascido em Hamburgo, na Alemanha, em 30 de agosto de 1947, Fischer mudou-se para o Brasil ainda na infância. Naturalizado brasileiro, construiu sua formação acadêmica no Rio de Janeiro, graduando-se em Ciências Econômicas pela UFRJ (1971) e em Direito pela Uerj (1972).

Sua carreira jurídica teve início no Ministério Público do Paraná em 1974. No estado, atuou como promotor substituto até atingir o cargo de procurador de Justiça em 1990.

Atuação no Superior Tribunal de Justiça

Fischer ingressou no STJ em 17 de dezembro de 1996, ocupando a vaga destinada ao Ministério Público pelo quinto constitucional. Como brasileiro naturalizado, ele atingiu o topo da carreira permitida pela legislação, uma vez que o Supremo Tribunal Federal (STF) é restrito a brasileiros natos.

Ao longo de mais de duas décadas de magistratura, presidiu a Quinta Turma e a Terceira Seção. Sua liderança culminou na presidência do STJ e do Conselho da Justiça Federal durante o biênio 2012–2014. Estima-se que, até 2016, o ministro já havia participado do julgamento de aproximadamente 115 mil processos. Ele se aposentou oficialmente em 2022.

Legado no Direito e na Educação

Além das atividades no STJ, Felix Fischer exerceu cargos de destaque como ministro e corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e diretor-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam).

Docente de Direito Penal por longos anos e membro da Academia Paranaense de Letras Jurídicas, recebeu o título de Cidadão Honorário do Paraná. O ministro deixa a esposa, Sônia, e quatro filhos: Octávio, João, Denise e Fernando.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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