Policial militar que atirou e matou jovem após acidente de trânsito em Palmas é condenado a 15 anos de prisão

Policial militar que atirou e matou jovem após acidente de trânsito em Palmas é condenado a 15 anos de prisão
Foto: Arquivo Pessoal

 

O policial militar Alisson Rocha de Barros foi condenado a 15 anos, sete meses e 15 dias de reclusão pela morte do jovem Flávio Nunes Leite, 28 anos, em Palmas.

O julgamento ocorreu nessa quinta-feira, 8, no Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal da capital. Além da pena de prisão, ele perdeu o cargo na Polícia Militar.

O crime aconteceu em fevereiro de 2020, na quadra 1403 Sul, após um acidente de trânsito. Conforme o processo, o policial atirou contra o jovem quando ele já se afastava a pé do local. A vítima morreu e deixou dois filhos pequenos.

Durante a sessão, Alisson confirmou que deixou a esposa e os filhos feridos no local do acidente para perseguir a vítima.

A defesa pediu a absolvição por legítima defesa ou a redução da pena, alegando que o réu agiu sob o domínio de violenta emoção.

Os jurados rejeitaram os argumentos e reconheceram a autoria do crime e o motivo fútil. Esse entendimento considera que a razão do assassinato foi insignificante ou desproporcional à violência praticada.

Juíza aponta gravidade da conduta

Ao definir a pena, a juíza Gisele Pereira de Assunção Veronezi considerou que o treinamento profissional do policial para lidar com conflitos, avaliar riscos e utilizar armas de fogo de forma comedida tornava a conduta mais reprovável.

A magistrada também levou em conta as consequências da morte para a família, especialmente por se tratar de uma vítima jovem.

A sentença determinou a perda do cargo de policial militar, com o entendimento de que a conduta é incompatível com os deveres de prudência exigidos pela função.

Réu deve cumprir pena em regime fechado

A juíza negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade e determinou a expedição imediata do mandado de prisão. O cumprimento da pena deverá começar em regime fechado.

A sentença ainda pode ser contestada por meio de recurso.

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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