Justiça impede réus foragidos de participar de audiência por vídeo em Miracema para evitar vantagem da fuga

Justiça impede réus foragidos de participar de audiência por vídeo em Miracema para evitar vantagem da fuga
Foto: Marcelo de Deus - Dicom MPTO

 

A Justiça acatou um pedido do Ministério Público do Tocantins (MPTO) e proibiu que dois réus foragidos participem de um interrogatório por videoconferência em Miracema do Tocantins.

A decisão inicial da comarca permitia o depoimento remoto, mas o MPTO recorreu, argumentando que os acusados não podem se beneficiar da própria fuga para escolher como participarão do processo.

O promotor Rodrigo de Souza destacou que os mandados de prisão contra a dupla estão em aberto há quase um ano. Para o Ministério Público, permitir a audiência virtual nessas condições feriria o princípio da lealdade processual e da boa-fé, já que os réus se recusam a cumprir ordens judiciais anteriores.

Entendimento dos tribunais superiores

Ao reconsiderar o caso, o juiz responsável seguiu o entendimento já consolidado em tribunais superiores: não existe direito automático à participação remota para quem está foragido.

O magistrado ressaltou que não é admissível que um réu tente “escolher a forma” de participar do processo enquanto se esquiva de uma ordem de prisão.

A Justiça também reforçou que a ausência dos réus no interrogatório não gera nulidade processual (anulação do caso), uma vez que eles possuem defesa técnica constituída nos autos.

Andamento do caso

Mesmo com a proibição da participação dos acusados, o processo não foi paralisado. A audiência de instrução e julgamento seguiu com outros ritos:

  • Oitivas: Depoimentos de vítimas e testemunhas foram mantidos;

  • Conclusão: Uma nova data já foi designada para concluir a fase de instrução;

  • Próximos passos: O processo terá continuidade normal para os depoimentos pendentes.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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