Após julgamento realizado na última terça-feira, 8 , R.C.C. foi condenado a 13 anos e 11 meses de prisão em regime fechado pelo assassinato de Erivan Jardim da Cruz Júnior, de 16 anos. O crime, ocorrido em 2020, envolveu qualificadoras de motivo fútil e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
O homicídio foi registrado durante a madrugada, em uma rua pública, no município de Dois Irmãos do Tocantins. Segundo a investigação conduzida pela 64ª Delegacia de Polícia, o autor atacou a vítima com golpes de arma branca em uma rua da cidade.
Após o crime, R.C.C. fugiu e conseguiu evitar a prisão por cerca de dois anos. Somente em 2022, após diligências realizadas pela equipe da 64ª DP, ele foi localizado e preso preventivamente. Desde então, encontra-se custodiado na Unidade Prisional de Miracema, aguardando julgamento.
Investigação garantiu provas e prisão
A apuração do caso reuniu elementos que permitiram a identificação do autor e sustentaram o pedido de prisão preventiva. Para o delegado Clecyws Antônio de Castro Alves, que liderou a investigação, o desfecho representa o compromisso da Polícia Civil com a responsabilização de crimes violentos.
“Trata-se de um crime bárbaro, que mobilizou toda a comunidade. Desde o início, trabalhamos com o objetivo de esclarecer os fatos e assegurar que o responsável fosse responsabilizado conforme a lei”, afirmou o delegado.
Caso mobilizou a cidade
A morte de Erivan, adolescente de apenas 16 anos, teve ampla repercussão no município, tanto pela violência do ataque quanto pela vulnerabilidade da vítima. O julgamento na Comarca de Miranorte encerra uma espera de quase quatro anos por uma resposta judicial.