Uma menina de 12 anos conseguiu denunciar os abusos sexuais que sofria dentro da própria família durante uma atividade escolar sobre violência sexual.
O relato, feito em novembro de 2019, contribuiu para que o caso chegasse às autoridades. Anos depois, o homem acusado foi condenado a 22 anos, 8 meses e 29 dias de prisão por estupro de vulnerável, em Araguaína, no norte do Tocantins.
A sentença acolheu a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO).
Segundo a denúncia, os crimes aconteceram em 2019. O condenado era tio por afinidade da vítima e se aproveitava da convivência familiar e dos momentos em que ficava sozinho com a menina para cometer os abusos.
Os episódios se repetiram principalmente na residência da avó da criança, onde o homem também morava, em uma casa localizada no mesmo terreno.
Conforme a acusação, ele exigia que a menina mantivesse os abusos em segredo. A imposição contribuiu para que ela demorasse a revelar o que acontecia.
Relato veio à tona durante atividade escolar
A denúncia ocorreu em novembro de 2019, durante uma atividade de conscientização sobre violência sexual na escola.
Ao ouvir as orientações, a menina começou a chorar. Com o acolhimento da equipe escolar, conseguiu relatar os abusos.
A orientação educacional comunicou o caso à família, e a situação foi encaminhada às autoridades. Após a revelação, a vítima passou a receber acompanhamento psicológico devido aos impactos emocionais da violência.
O caso também evidencia o papel da escola na identificação de possíveis violações de direitos e no acolhimento de crianças e adolescentes que enfrentam situações de violência.
Pena ultrapassa 22 anos de prisão
A Justiça condenou o homem pelo crime de estupro de vulnerável a 22 anos, 8 meses e 29 dias de prisão. A decisão acolheu a acusação apresentada pelo MPTO.





