Após falhas graves, Justiça determina adequações contra incêndio no Hospital e Maternidade Dona Regina

Após falhas graves, Justiça determina adequações contra incêndio no Hospital e Maternidade Dona Regina
Foto: Divulgação

 

O Hospital e Maternidade Dona Regina, em Palmas, terá que passar por uma série de adequações para corrigir problemas de segurança contra incêndio.

A decisão da Justiça atende a uma ação do Ministério Público do Tocantins (MPTO) e determina que o Estado faça as intervenções na unidade, que, segundo as apurações do processo, funcionava sem alvará do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO).

Entre as irregularidades encontradas estavam a falta de alarmes, problemas na iluminação de emergência, bombas de incêndio inoperantes e falhas na central de gás. A maternidade recebe gestantes, recém-nascidos, acompanhantes e profissionais.

As adequações deverão ser feitas em etapas, com prazos de 90, 120 e 180 dias. O descumprimento das determinações poderá resultar em multa diária para o Estado.

O que terá que ser corrigido

Dentro de 90 dias, o Estado deverá apresentar um projeto de Prevenção e Combate a Incêndio atualizado e aprovado pelo Corpo de Bombeiros.

Em até 120 dias, deverão ser instalados os sistemas móveis de segurança, como extintores, além da iluminação de emergência, da sinalização das rotas de fuga e da conclusão da rede de hidrantes.

As intervenções mais complexas terão prazo de 180 dias. Nesse período, o Estado deverá apresentar um estudo técnico e executar a divisão e o isolamento físico do prédio, incluindo a instalação de portas corta-fogo para ajudar a impedir a propagação das chamas em caso de incêndio.

Também deverão ser adequadas e construídas saídas de emergência com rampas de acesso no térreo.

A decisão determina ainda a contratação de uma brigada de incêndio profissional para atuar de forma ininterrupta na maternidade.

Falhas foram encontradas em vistorias

A ação foi apresentada pela 23ª Promotoria de Justiça da Capital, após apurações realizadas em procedimento administrativo.

Durante as inspeções, promotores de Justiça, equipes do Corpo de Bombeiros e técnicos do Centro de Apoio Operacional do Urbanismo, Habitação e Meio Ambiente (Caoma) do MPTO identificaram as irregularidades na estrutura de prevenção e combate a incêndios.

A decisão judicial estabeleceu os prazos para que o Estado faça as correções necessárias e adeque a maternidade às exigências de segurança.

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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