Após 20 anos, loteamento em Palmas terá de instalar sistema de esgoto sanitário por ordem da Justiça

Após 20 anos, loteamento em Palmas terá de instalar sistema de esgoto sanitário por ordem da Justiça
Foto: Divulgação

 

O loteamento Flor do Cerrado, na região norte de Palmas, terá de receber uma rede de esgoto sanitário após uma decisão da Justiça.

O empreendimento, instalado há mais de 20 anos, utiliza atualmente fossas, que, segundo o Ministério Público do Tocantins (MPTO), têm provocado extravasamento de dejetos, mau cheiro e riscos à saúde e ao meio ambiente.

A decisão foi obtida pelo MPTO no dia 13 de agosto e determina que a empresa RCJI Empreendimentos Imobiliários providencie a infraestrutura de esgotamento sanitário.

O loteamento fica na quadra 606 Norte (Arne 74), dentro da Área de Proteção Ambiental do Lago da Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães.

A localização aumenta a preocupação ambiental. Conforme o Ministério Público, o solo arenoso da região favorece o extravasamento dos dejetos e pode ampliar o risco de contaminação.

Empresa terá prazo para apresentar projeto

A obrigação começa a valer após o trânsito em julgado da ação. A partir desse momento, a empresa terá 60 dias para apresentar o plano de execução e o cronograma físico-financeiro da obra.

Depois da aprovação do projeto pelos órgãos responsáveis, a previsão é que o sistema de esgoto seja concluído em até 12 meses. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 2 mil, limitada a R$ 500 mil.

Na sentença, o magistrado acolheu o entendimento do MPTO de que cabe ao responsável pelo loteamento entregar a infraestrutura necessária, incluindo o sistema de esgotamento sanitário.

A decisão também considerou que as fossas não substituem a rede coletiva de esgoto quando se trata da estrutura necessária ao empreendimento.

A ação foi proposta pela promotora de Justiça Kátia Chaves Gallieta, da 23ª Promotoria de Justiça da Capital, que atua na defesa da ordem urbanística.

Prefeitura também pode ser responsabilizada

A Justiça reconheceu ainda a responsabilidade subsidiária do Município de Palmas. Segundo a decisão, houve falha na fiscalização e no controle urbanístico ao permitir a ocupação do loteamento por mais de duas décadas sem o recebimento oficial das obras de infraestrutura.

Isso significa que, caso a empresa não cumpra as determinações judiciais nos prazos estabelecidos, a obrigação de executar as obras poderá recair sobre o município.

O caso chama atenção justamente pelo tempo de existência do loteamento e pela ausência de uma rede coletiva de esgoto.

A decisão agora estabelece um caminho para a implantação do sistema, mas a execução das obras ainda depende do cumprimento das etapas previstas na sentença.

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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