Acusados de matar policial civil a tiros em boate de Gurupi são condenados a mais de 38 anos de prisão

Acusados de matar policial civil a tiros em boate de Gurupi são condenados a mais de 38 anos de prisão
Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

O Tribunal do Júri de Gurupi condenou Diego Dourado Silva e Cristiano Sousa Silva pela morte a tiros do policial civil Jean Carlos Teixeira da Fonseca. O crime aconteceu em março de 2022 dentro de uma casa noturna da cidade.

O julgamento, concluído no último sábado, 27, resultou em penas que somam mais de 38 anos de reclusão para os dois acusados de homicídio qualificado. O juiz presidente da sessão decretou a prisão imediata de ambos.

Diego Dourado Silva recebeu a pena de 21 anos e três meses de reclusão em regime fechado. O Conselho de Sentença reconheceu que o ataque ocorreu de surpresa, sem chance de defesa para a vítima, e o considerou culpado também por furto e porte de arma.

Cristiano Sousa Silva foi condenado a 17 anos, sete meses e sete dias de prisão, também em regime fechado. No caso de Cristiano, os jurados reconheceram o privilégio de ter agido sob o domínio de violenta emoção logo após injusta provocação da vítima, o que reduziu o tempo da pena.

Ambos ainda deverão pagar, de forma solidária, R$ 100 mil de indenização por danos morais à família do policial.

Absolvição de assassinato e isolamento inédito de jurados

O terceiro réu, Cleziu Dourado Silva, foi absolvido da acusação de homicídio, pois os jurados entenderam que ele não contribuiu de forma relevante para a morte.

Contudo, Cleziu acabou condenado a cinco anos de reclusão em regime semiaberto por furtar a arma do policial após os disparos e por porte ilegal de arma de fogo.

Um quarto envolvido, o policial militar Rafael Menez Dutra, foi retirado do julgamento popular por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e responderá em processo separado por crimes como favorecimento pessoal e furto.

Pela complexidade e tempo de duração do julgamento, o Poder Judiciário precisou adotar uma medida inédita na comarca para garantir a segurança e a incomunicabilidade do Conselho de Sentença.

Os jurados e as juradas passaram a noite hospedados em quartos individuais de um hotel, sem acesso a aparelhos celulares, internet Wi-Fi, televisão ou telefone, sendo acompanhados por oficiais de justiça até suas residências apenas para a coleta de pertences pessoais antes do isolamento.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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