MP investiga prefeita de cidade do TO por suspeita de nepotismo após nomeação de filhos, genro e sobrinhos

MP investiga prefeita de cidade do TO por suspeita de nepotismo após nomeação de filhos, genro e sobrinhos
Foto: Divulgação

 

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) abriu um inquérito civil para apurar uma possível prática de nepotismo na Prefeitura de Monte Santo, no oeste do estado.

A investigação envolve a nomeação de filhos, genro e sobrinhos da prefeita para cargos públicos, incluindo a Secretaria Municipal de Saúde.

A apuração, que já vinha sendo realizada pelo MPTO, foi transformada em inquérito civil por meio da Portaria nº 5104/2026, assinada em 25 de agosto pela promotora de Justiça Patrícia Silva Delfino Bontempo, da 4ª Promotoria de Justiça de Paraíso do Tocantins.

Segundo a portaria, entre as nomeações que serão analisadas está a de um filho da prefeita para o cargo de secretário municipal de Saúde. Também aparecem no procedimento uma filha, um genro e sobrinhos da chefe do Executivo.

A abertura do inquérito, no entanto, não significa que o MPTO já tenha concluído pela existência de nepotismo ou improbidade administrativa.

A medida serve para aprofundar a apuração, reunir documentos e verificar se as nomeações estão de acordo com a legislação.

Cargos políticos

O caso envolvendo a Secretaria Municipal de Saúde exige uma análise específica. A própria portaria cita o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que a Súmula Vinculante nº 13, que trata do nepotismo, não se aplica automaticamente a cargos de natureza política, como secretários municipais.

Essa exceção, porém, não impede a análise de situações em que possam existir nepotismo cruzado, fraude à lei ou falta evidente de qualificação técnica para o cargo.

Por isso, o MPTO deverá avaliar individualmente as nomeações e as circunstâncias em que os parentes da prefeita foram escolhidos para ocupar as funções públicas.

Prefeitura não respondeu aos pedidos

Outro ponto que aparece no inquérito é a falta de resposta da Prefeitura às solicitações de informações feitas pelo Ministério Público.

De acordo com a portaria, um ofício foi reiterado pela segunda vez em 28 de maio deste ano e continuava sem resposta quando o inquérito foi instaurado.

O MPTO também registra que informações semelhantes haviam sido solicitadas anteriormente em outro procedimento, sem que a administração municipal apresentasse os esclarecimentos pedidos.

Com a abertura do inquérito civil, a promotora determinou uma nova cobrança ao Município e advertiu sobre as possíveis sanções legais em caso de descumprimento.

O procedimento tem como objetivo apurar eventual prática de improbidade administrativa relacionada à nomeação de parentes da prefeita para cargos comissionados ou funções de confiança.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
Compartilhe:
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Mais Notícias