Moradores fazem abaixo-assinado após falta de água e baixa pressão nas torneiras em Alvorada; MP cobra providências

Falta de água
BRK, Prefeitura e ATR têm 10 dias úteis, contados a partir do recebimento da recomendação, para informar quais providências já foram adotadas ou estão em fase de implementação

 

Moradores do Loteamento Jardim Alvorada e de bairros vizinhos fizeram um abaixo-assinado para reclamar de interrupções frequentes no fornecimento de água tratada em Alvorada, no sul do Tocantins.

A situação levou o Ministério Público do Tocantins (MPTO) a instaurar procedimento e recomendar uma série de medidas à BRK Ambiental, à Prefeitura e à Agência Tocantinense de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (ATR).

A recomendação tem como base, além das reclamações dos moradores, um relatório técnico da ATR que identificou problemas técnicos e operacionais no sistema de abastecimento.

Durante a apuração, foi registrada pressão hidráulica de apenas 5 MCA em um dos pontos da rede. O índice é considerado baixo em relação aos parâmetros técnicos utilizados para o abastecimento.

O MPTO cita como exemplo que chuveiros comuns normalmente precisam de cerca de 10 MCA para funcionar com um jato satisfatório.

Segundo o promotor de Justiça André Felipe Santos Coelho, as interrupções também atingem moradores do Conjunto Habitacional Deus Acima de Tudo.

BRK terá que apresentar plano

O MPTO recomendou que a BRK garanta o fornecimento regular de água no Jardim Alvorada, no Conjunto Habitacional Deus Acima de Tudo e nos demais bairros de Alvorada, além de manter níveis adequados de pressão e vazão na rede.

Em caso de interrupções temporárias superiores a quatro horas, a concessionária deverá disponibilizar gratuitamente caminhões-pipa, com prioridade para residências onde vivem idosos, pessoas enfermas e crianças, além de unidades de saúde.

A empresa também deverá apresentar, em até 15 dias, um plano detalhado com cronograma de obras e investimentos para reforçar o sistema.

Entre as medidas citadas estão a implantação de adutoras, a instalação de registros para permitir a setorização da rede e reforços no sistema de distribuição.

O andamento das obras deverá ser informado mensalmente ao MPTO.

Cobranças podem ser revistas

A recomendação também orienta a BRK a comunicar previamente os moradores sobre manutenções programadas, indicando a duração estimada das interrupções e as alternativas que serão oferecidas durante o período.

O MPTO recomendou ainda a revisão de cobranças referentes a períodos de desabastecimento, interrupções recorrentes ou prestação inadequada do serviço, podendo haver refaturamento, compensação tarifária ou abatimento nas contas, quando cabível.

Prefeitura e ATR também são cobradas

A Prefeitura de Alvorada deverá fiscalizar a prestação do serviço e cobrar da concessionária o cumprimento dos padrões de qualidade, regularidade e continuidade previstos no contrato.

O Município também deverá notificar formalmente a empresa quando forem identificadas falhas no abastecimento e aplicar as sanções contratuais cabíveis em caso de reincidência.

Já a ATR deverá acompanhar as medidas adotadas pela BRK para corrigir os problemas apontados no relatório técnico e realizar novas medições de pressão e vazão nos pontos considerados críticos.

Caso sejam identificadas falhas reiteradas, a agência poderá adotar procedimento sancionador contra a concessionária.

Prazo para resposta

BRK, Prefeitura e ATR têm 10 dias úteis, contados a partir do recebimento da recomendação, para informar ao MPTO quais providências já foram adotadas ou estão em fase de implementação.

 

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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