Mais de 1,1 mil exames e 500 consultas em espera motivam ação na saúde em Araguaína

Mais de 1,1 mil exames e 500 consultas em espera motivam ação na saúde em Araguaína
Foto: Divulgação / Secom

 

O Ministério Público do Tocantins (MPTO), por intermédio da 5ª Promotoria de Justiça de Araguaína, ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido de liminar contra o Estado do Tocantins e o município de Araguaína.

A medida judicial visa a regularização da oferta de consultas, exames e cirurgias na especialidade de proctologia no Hospital Regional de Araguaína (HRA).

A ação é fundamentada em investigações iniciadas em 2019, que apontam o agravamento da demanda reprimida na região.

Levantamento realizado pelo MPTO indica que, até abril de 2026, os indicadores de espera eram os seguintes:

  • Consultas em proctologia: 505 solicitações pendentes.

  • Exames de colonoscopia: 1.137 pedidos em aguardo.

O promotor de Justiça Helder Lima Teixeira afirmou que o hospital mantém apenas um médico proctologista com carga horária ambulatorial.

“O Hospital Regional de Araguaína mantém, há anos, apenas um médico proctologista com carga horária ambulatorial, o que se mostra insuficiente para atender a demanda da região. A oferta de colonoscopias permanece restrita, prioriza pacientes oncológicos e sofre interrupções por manutenção corretiva de equipamentos, o que deixa centenas de pacientes sem diagnóstico e tratamento adequados”, disse.

Pedidos judiciais e prazos

O Ministério Público requer que a Justiça determine a apresentação de um plano de ação conjunto entre Estado e município no prazo de 30 dias.

O plano deve prever metas para redução das filas, atualização cadastral e ampliação do quadro de profissionais e exames.

A ação solicita ainda a condenação dos gestores ao pagamento de indenização por danos morais coletivos. Segundo o órgão, as tentativas de conciliação realizadas desde 2022 não resultaram na solução do problema por parte do Poder Público.

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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