Hospitais, clínicas e laboratórios privados conveniados à rede estadual de saúde começaram a suspender novos atendimentos eletivos nesta quinta-feira, 5.
A paralisação é por tempo indeterminado e pode afetar pacientes do SUS e usuários do plano de saúde dos servidores estaduais, o Servir.
A suspensão foi anunciada nessa quarta-feira, 4, em coletiva de imprensa em Palmas. Representantes dos prestadores afirmam que o governo do Tocantins acumula uma dívida de R$ 274 milhões, referente a cinco meses de serviços prestados.
Segundo o Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Tocantins (Sindesto), cerca de 60 empresas contratadas pelo Estado participam da paralisação.
A entidade afirma que os atrasos nos repasses comprometem a compra de insumos e a manutenção das unidades.
A medida atinge novos atendimentos eletivos, como consultas, exames laboratoriais e de imagem e cirurgias agendadas.
Os serviços de urgência e emergência serão mantidos, assim como a assistência a pacientes internados.
As Secretarias de Saúde e da Administração afirmam que não receberam comunicação formal sobre a suspensão.
O governo diz que trabalha para regularizar os pagamentos e mantém diálogo com as entidades para evitar a interrupção dos serviços.
Negociações não evitaram paralisação
De acordo com o Sindesto, os atrasos se agravaram no primeiro semestre. No início de julho, os débitos já acumulavam 120 dias.
Em agosto, representantes dos prestadores e do governo firmaram um acordo com um cronograma para regularizar os pagamentos. Segundo o sindicato, os compromissos não foram cumpridos.
A entidade informou que acionou a Justiça para cobrar os valores e exigir o cumprimento do cronograma.
O sindicato afirma ainda que os prestadores aceitaram parcelamentos e fizeram concessões para evitar a paralisação, mas que a situação se tornou financeiramente insustentável.





