A conta de energia elétrica dos consumidores brasileiros ficará sem cobrança adicional de bandeira tarifária durante o mês de outubro.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que a bandeira será verde, após cinco meses consecutivos de bandeira amarela.
A mudança ocorre em meio à transição do período seco para o úmido em parte das principais bacias hidrográficas do país.
Segundo a Aneel, o aumento das chuvas, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, ajudou a estabilizar os níveis dos reservatórios das hidrelétricas.
Com a melhora das condições de geração, diminui a necessidade de acionar usinas termelétricas, que têm custos mais elevados. O cenário permite retirar o adicional que vinha sendo cobrado dos consumidores.
Quanto era cobrado na bandeira amarela
A bandeira amarela estava em vigor desde maio. Em setembro, ela representava um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Com a bandeira verde, esse valor deixa de ser cobrado. Isso não significa, porém, que a tarifa-base da energia elétrica tenha sido reduzida. A bandeira tarifária corresponde apenas ao custo variável da geração de energia.
Como funcionam as bandeiras
Criado pela Aneel em 2015, o sistema utiliza as cores verde, amarela e vermelha para sinalizar as condições de geração e os custos envolvidos.
A definição considera fatores como a disponibilidade de recursos hídricos, a participação de fontes renováveis e a necessidade de utilizar usinas de geração mais caras.
Na bandeira verde, as condições são favoráveis e não há acréscimo na tarifa. Na amarela, há cobrança adicional de R$ 0,01885 por kWh.
Já a vermelha patamar 1 acrescenta R$ 0,04463 por kWh, enquanto a vermelha patamar 2 representa acréscimo de R$ 0,07877 por kWh.
A bandeira é definida mensalmente pela Aneel e funciona como um sinalizador para que o consumidor acompanhe a situação da geração de energia e os custos associados ao fornecimento.





