A greve dos trabalhadores dos Correios afeta principalmente a distribuição de encomendas no Tocantins nesta quarta-feira, 16.
Em Palmas, as agências continuam abertas e os serviços de postagem estão funcionando, mas a entrega dos objetos ocorre de forma parcial.
O movimento começou no dia 11 e, segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no Tocantins, deve continuar até 21 de setembro, quando está previsto o julgamento do dissídio coletivo da categoria.
Na capital, o Centro de Tratamento e Distribuição Domiciliar, responsável pelo encaminhamento de correspondências e encomendas, está praticamente parado.
Já o Centro de Tratamento de Encomendas segue funcionando parcialmente, permitindo a entrega de parte dos objetos postais.
O que continua funcionando
Mesmo com a paralisação, as agências dos Correios permanecem abertas para atendimento ao público. Os serviços de postagem também continuam disponíveis.
A entrega de encomendas, porém, ocorre de acordo com a capacidade operacional dos centros responsáveis pelo tratamento e distribuição dos objetos.
O que pode atrasar
A paralisação pode afetar os prazos de entrega de encomendas, principalmente nos envios para outros estados e na circulação de objetos postais em âmbito nacional.
Segundo os Correios, a empresa ativou um plano de contingência para tentar reduzir os impactos da greve.
Entre as medidas estão o remanejamento de veículos, a utilização de empregados administrativos em atividades operacionais e a realização de mutirões para manter o fluxo de entregas.
A estatal também informou que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a manutenção de 80% do efetivo em atividade durante a paralisação, incluindo trabalhadores das áreas de atendimento, tratamento, transporte e distribuição.
Por que os trabalhadores estão em greve
Segundo o sindicato, a categoria reivindica a manutenção das cláusulas do último acordo coletivo, reajuste com base na inflação e a preservação do plano de saúde dos empregados.
De acordo com Ana Patrícia Fernandes Maciel Lima, presidente do sindicato no Tocantins, o plano de saúde é o principal ponto das negociações.
Segundo ela, os trabalhadores abriram mão de ganhos salariais nos últimos anos para garantir a continuidade do benefício.
A representante também afirma que a adesão de trabalhadores dos principais centros de tratamento compromete o fluxo de encomendas em diferentes regiões do país.
Julgamento está marcado para segunda-feira
Os Correios informaram que entraram com pedido de dissídio coletivo depois que as negociações terminaram sem acordo. O julgamento está previsto para 21 de setembro.
A empresa afirmou respeitar o direito de greve, mas disse enfrentar um cenário econômico-financeiro desafiador.
Segundo os Correios, estão sendo adotadas medidas para reduzir despesas, aumentar a eficiência e modernizar as operações.





