Jovem é presa escondida no interior do TO suspeita de integrar grupo de agiotagem e extorsão que atuava no DF

Jovem é presa escondida no interior do TO suspeita de integrar grupo de agiotagem e extorsão que atuava no DF
Foto: Polícia Civil

 

Uma jovem de 22 anos, identificada como Maria Luiza, foi presa nesse domingo, 13, em Lagoa da Confusão, na região oeste do Tocantins.

Segundo a Polícia Civil, ela é suspeita de integrar uma organização criminosa investigada por agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro no Distrito Federal, Goiás e Tocantins.

A captura faz parte de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), iniciada na quinta-feira, 10, contra o grupo.

A Justiça expediu 47 ordens judiciais, entre elas 12 mandados de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão e 17 de bloqueio de valores.

Segundo a decisão judicial que determinou a prisão de Maria Luiza, a investigada aparece em imagens de câmeras de segurança no prédio de uma das vítimas.

A Justiça também aponta que ela teria utilizado uma linha telefônica para fazer cobranças acompanhadas de ameaças.

Em outro episódio investigado, após outros integrantes do grupo serem presos, a jovem teria ido até a casa de uma das vítimas acompanhada de um homem armado. Segundo o processo, os dois exigiram uma cópia do depoimento prestado pela pessoa à polícia.

A investigação também identificou movimentações financeiras que, segundo a Justiça, ligam Maria Luiza aos demais suspeitos.

Durante a operação, policiais apreenderam mensagens, planilhas e áudios relacionados às cobranças.

Juros chegavam a 20% ao mês

Segundo a polícia, o grupo emprestava dinheiro com juros de até 20% ao mês. Áudios reunidos durante a investigação mostram suspeitos fazendo ameaças de morte contra pessoas que não conseguiam pagar as dívidas.

A investigação começou depois que um comerciante da Feira dos Goianos, em Taguatinga (DF), procurou a polícia.

Ele relatou que vinha sendo ameaçado, assim como familiares, após pegar dinheiro emprestado e não conseguir quitar a dívida por causa das taxas cobradas.

De acordo com a apuração, o grupo movimentou cerca de R$ 10 milhões em oito meses. O dinheiro teria passado por contas de empresas e de familiares dos investigados, numa tentativa de ocultar a origem dos valores.

Armas e veículos foram apreendidos

Durante as diligências, os policiais apreenderam 10 armas de fogo, grande quantidade de munições, oito veículos de luxo, documentos, cheques e dinheiro em espécie.

Os investigados são suspeitos dos crimes de agiotagem, extorsão, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro.

A investigação continua.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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