O homem que matou a ex-companheira por asfixia e depois enterrou o corpo em uma área de mata, em Gurupi, foi condenado a 57 anos, 10 meses e 15 dias de prisão. O julgamento ocorreu na sexta-feira, 11, no Tribunal do Júri.
Cleofas Rodrigues Cardoso foi condenado pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. A Justiça determinou que ele permaneça preso e comece a cumprir a pena em regime fechado. Cabe recurso.
O crime aconteceu na madrugada de 9 de novembro de 2025, no Setor Novo Horizonte.
No caso do feminicídio, também foram consideradas circunstâncias que aumentaram a pena: o uso de asfixia, o recurso que dificultou a defesa da vítima e o fato de o crime ter ocorrido enquanto os três filhos dela estavam em casa.
Corpo ficou na casa por cerca de 24 horas
O crime aconteceu na madrugada de 9 de novembro de 2025, no Setor Novo Horizonte, em Gurupi.
Após matar a ex-companheira, Cleofas manteve o corpo dela sobre a cama do casal por cerca de 24 horas.
Na noite seguinte, segundo a acusação, ele embrulhou o corpo em um lençol, levou até uma área de mata próxima da residência e o enterrou.
Réu já cumpria pena por violência contra a vítima
Na época do feminicídio, Cleofas cumpria pena em regime aberto por outro crime de violência doméstica cometido contra a mesma mulher.
A circunstância foi considerada desfavorável pela Justiça na análise da culpabilidade e contribuiu para o aumento da pena-base.
A sentença também levou em conta as consequências do crime, destacando que a vítima era mãe de crianças e adolescentes.
Pena
Pelo feminicídio, com as circunstâncias reconhecidas pelos jurados e demais critérios considerados na sentença, foram aplicados 56 anos, 10 meses e 15 dias de prisão.
Pela ocultação de cadáver, a pena foi de um ano de reclusão e dez dias-multa.
A Justiça determinou a manutenção da prisão preventiva e o início imediato do cumprimento da pena em regime fechado.
A defesa ainda pode recorrer da decisão.





