Anvisa aprova vacina contra meningite para bebês a partir de 6 semanas de vida

Anvisa aprova vacina contra meningite para bebês a partir de 6 semanas de vida
Foto: Rodrigo Nunes

 

A vacina MenQuadfi, usada na prevenção da doença meningocócica invasiva, poderá ser aplicada em bebês a partir de 6 semanas de vida.

A ampliação da indicação foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e inclui proteção contra os sorogrupos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningitidis.

O imunizante já era autorizado para outras faixas etárias. Com a nova indicação, passa a contemplar também um dos grupos mais vulneráveis às formas graves da doença.

A decisão da Anvisa foi baseada em estudos clínicos que avaliaram a segurança da vacina em cerca de 6 mil bebês com idade entre 6 semanas e menos de 12 meses. Os participantes receberam pelo menos uma dose, seguindo diferentes esquemas de vacinação.

Também foram analisados dados de pouco mais de 5 mil crianças que receberam uma dose de reforço a partir dos 12 meses.

Segundo a agência, os resultados apresentaram um perfil de segurança compatível com o esperado para vacinas meningocócicas conjugadas. Não foram identificadas novas preocupações relevantes relacionadas à segurança do produto.

Doença pode evoluir rapidamente

A Neisseria meningitidis pode estar presente no sistema respiratório superior e ser transmitida por gotículas de secreção. Em alguns casos, porém, a bactéria invade a corrente sanguínea e provoca a doença meningocócica invasiva.

A infecção é considerada grave e pode evoluir rapidamente, inclusive para a morte. De acordo com a Anvisa, a letalidade fica em torno de 10%. Entre os sobreviventes, até 20% podem apresentar sequelas permanentes e incapacitantes.

Bebês e crianças pequenas, principalmente no primeiro ano de vida, estão entre os grupos com maior risco de complicações graves.

Anvisa também aprova novo medicamento

A agência também autorizou o registro do Voraxaze (glucarpidase), medicamento destinado a reduzir concentrações tóxicas de metotrexato em pacientes com insuficiência renal aguda ou com atraso na eliminação do medicamento.

O uso foi autorizado para adultos e crianças com mais de 28 dias de vida.

O metotrexato é um imunossupressor utilizado em altas doses no tratamento de alguns tipos de câncer.

Quando há dificuldade para eliminá-lo, a substância pode se acumular no organismo e provocar toxicidade grave.

O glucarpidase atua quebrando o metotrexato e reduzindo rapidamente sua concentração no sangue.

Segundo a Anvisa, o medicamento possibilita a eliminação da substância por uma via alternativa à dos rins.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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