Maycon Douglas Sousa do Nascimento foi condenado a 20 anos e quatro meses de prisão, em regime inicial fechado, por torturar, estuprar e tentar roubar a própria avó, uma idosa de 83 anos. O crime aconteceu dentro da casa da vítima, em Araguaína, no norte do Tocantins.
A sentença é de primeira instância e ainda pode ser contestada por meio de recurso. A Justiça manteve a prisão preventiva do condenado.
Segundo a denúncia apresentada pela 11ª Promotoria de Justiça de Araguaína, Maycon entrou na residência da avó e passou a exigir dinheiro.
A idosa foi agredida durante a ação, arrastada pelos cabelos e submetida à violência sexual. Mesmo depois das agressões, conseguiu deixar a casa e pedir ajuda.
O Ministério Público do Tocantins (MPTO) apontou que os efeitos da violência não terminaram naquele dia. A vítima continuou enfrentando consequências emocionais meses depois do crime.
Durante as alegações finais, o promotor de Justiça Matheus Eurico Borges Carneiro afirmou que a idosa passou a ter medo constante, dificuldades para dormir e receio de permanecer sozinha.
“Ela não consegue dormir direito, chora, tem medo de ele ficar solto, tem traumas até os dias atuais. Toda vez que fecha os olhos, lembra do que aconteceu, qualquer barulho a deixa assustada e ela tem medo de ficar sozinha”, afirmou o promotor.
Pena
A Justiça reconheceu a prática dos crimes de tortura, estupro e tentativa de roubo e fixou a pena em 20 anos e quatro meses de reclusão, com início do cumprimento em regime fechado.
Maycon também respondia por lesão corporal qualificada e ameaça majorada. Ele foi absolvido dessas duas acusações pelo princípio da consunção.
Nesse entendimento, essas condutas foram consideradas meios utilizados para a prática dos crimes principais.
A prisão preventiva foi mantida mesmo com a possibilidade de recurso.





